São Paulo - No início da semana, o técnico da seleção masculina de vôlei, Bernardinho, elogiou Thaísa e Fabiana Em entrevista à ESPN Brasil, atribuiu a elas o status de melhor dupla de centrais do mundo As ''Torres Gêmeas'' - apelido dado pelo próprio treinador às mais altas atletas da seleção - são resultado da busca incessante do vôlei brasileiro por grandalhonas
Do Mundial de 1994, no Brasil, ao atual, no Japão, o perfil das centrais mudou drasticamente não só na altura como no papel desempenhado no time brasileiro
Em 1994, a dupla de meios de rede titulares do Mundial era composta pela baixinha Ida (1,78 m) e por Ana Paula (1,83 m), que atuavam praticamente como coadjuvantes em um time cujas maiores estrelas no ataque eram Ana Moser e Hilma Dezesseis anos se passaram, e altura média das centrais titulares cresceu 14 cm
Atualmente, somente três atletas do Brasil, que jogam hoje a semifinal do Mundial contra o Japão, às 7h, têm tamanho inferior a 1,80 m, sendo que duas são líberos
No meio de rede, Thaísa domina com 1,96 m típico de jogadora europeia A outra ''torre'', Fabiana, tem 1,93 m A reserva Carol Gattaz também ultrapassa a barreira do 1,90 m e sua colega de banco, Adenízia, é a ''nanica'' da posição, com 1,85 m
Junto ao aumento de estatura, as centrais brasileiras ganharam também mais responsabilidade no desempenho geral da seleção As atuais titulares fizeram juntas 175 pontos em nove jogos Na vitória contra Cuba, válida pela segunda fase, Fabiana foi a segunda maior pontuadora, com 15 pontos, só dois a menos que Sheilla
''Acho que o diferencial de hoje está na altura Além disso, antigamente as centrais só jogavam com o passe na mão Hoje conseguimos atacar em diferentes situações e até viramos bola de segurança em alguns momentos'', explica Fabiana, que ataca sem se esquecer de sua principal função, o bloqueio

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