O Grêmio entra em campo hoje à beira de uma crise. Bastará uma derrota diante do Atlético (MG) para tornar extremamente precária a situação do técnico Edinho. A gravidade do quadro está estampada nos resultados de campo e na deterioração das relações fora do gramado, passando pelo questionamento da competência do treinador. Duas estréias desastrosas em competições - derrota para o Inter (1 a 0) no Brasileiro no domingo anterior e novo fracasso frente ao River Plate (3 a 2) na quinta-feira, na Copa Mercosul - pioraram o ambiente no Estádio Olímpico.
Antes do Gre-Nal, o atacante Palhinha atritou-se com Edinho, que não o escalou para a partida. No meio da partida contra o River, foi a vez de Fabinho contestare sua substituição. Insatisfeito, o presidente do clube, Luis Carlos Silveira Martins, tachou o primeiro episódio de ‘‘lambança’’. Depois de derrota para o River, a direção disse que Edinho seria mantido no cargo, mas a inconformidade com o desempenho da equipe é evidente. O Grêmio não vence um jogo oficial desde maio.
No Atlético, a novidade é a estréia do técnico Carlos Alberto Torres, que assumiu o comando do time na sexta-feira. Esta é a nona vez que o Atlético muda de treinador desde que Paulo Cury, atual presidente assumiu o cargo, em 1995. Junto com Carlos Alberto veio o preparador físico Waldemar Braga, e logo na sua chegada o capitão do tri disse que quer ver o time jogando novamente com sua principal característica: a raça.

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