São Paulo, 13 (AE) - A medalha de ouro do torneio olímpico de tênis, em Sydney, terá um peso maior: irá valer 80 pontos para o recém criado ranking da corrida dos campeões, da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Depois de meses de estudos e discussões, o presidente da Federação Internacional de Tênis, o italiano Francesco Ricci Bitti, pôde enfim anunciar hoje, em Mônaco, que os Jogos Olímpicos irão distribuir pontos para a chave masculina, de simples e duplas, e ainda há esperanças de que a Associação Feminina (WTA) também possa fazer o mesmo.
O torneio olímpico, porém, estará em um nível intermediário entre as competições com pontuação na ATP. Dará ao medalhista de ouro em Sydney 80 pontos, enquanto um Masters Series, antigo Super 9, premia com 100 pontos. O jogador que conquistar medalha de prata ficará com 52 pontos e de bronze 41.
A ITF queria que a pontuação em Sydney estivesse próxima de um Grand Slam. Mas, o presidente da entidade, Francesco Ricci Bitti
teve de ceder aos argumentos da ATP. Afinal, uma das exigências do Comitê Olímpico Internacional é a de que um maior número possíveis de países tenha possibilidade de participar do torneio olímpico. Por isso, houve a necessidade de se criar algumas regras distintas das existentes no circuito profissional.
Assim, o torneio olímpico de Sydney permitirá um número máximo de quatro jogadores de um mesmo país. A chave terá 64 tenistas, com 48 entrando direto, de acordo com suas posições no ranking de 52 semanas e não pelo de corrida. As 16 vagas restantes serão distribuídas com wild cards, ou seja, convites, obedecendo um cirtério geográfico. Países que não tiverem nenhum representante entre os 48 já pré-classificados terão preferência.
Guga aprova - Já com uma das vagas garantidas no torneio olímpico de Sydney, o tenista Gustavo Kuerten gostou da decisão de se contar pontos para o ranking corrida dos campeões da ATP. Em Melbourne, onde se prepara para a disputa do Aberto da Austrália, a partir de segunda-feira, Guga revelou-se ainda mais motivado com a competição.
Disse que agora todos os jogadores estarão bem mais determinados em busca de uma medalha.
Enquanto Guga treina em Melbourne, em Florianópolis já não se esconde mais que a modelo Vanessa Schultz não é mais a namorada do tenista. Por isso, não irá mais acompanhar o jogador em alguns torneios internacionais, como fez no ano passado.

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