Torneio no feriadão transforma Londrina na terra do futebol
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domingo, 30 de abril de 2006
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
A máxima de que o Brasil é o país do futebol fica ainda mais em voga em ano de Copa do Mundo. Mas o feriado prolongado do Dia do Trabalho transformou Londrina na cidade do esporte bretão. Afinal, não é sempre que uma competição reúne mais de 100 times, com 48 horas de jogos em apenas quatro dias.
O evento organizado pela Fundação de Esportes de Londrina está movimentando o Estádio do Café desde sexta-feira. As finais dos torneios masculino e feminino serão no final da tarde de hoje. É a opção de lazer para o feriado de quem gosta de futebol.
É o caso dos filhos do motorista Márcio Ferreira Silva, de 29 anos. De tanto insistirem, Lucas, de 8, Mateus, de 7, e Marcos, de 3 anos, conseguiram convecer o pai a levá-los para acompanhar as partidas do Torneio 48 Horas Jogando Futebol.
Gosto mais de corridas de carros. Mas eles viram o movimento no estádio e pediram para vir. Como eu estava de folga, decidi fazer a vontade deles, comentou Silva, enquanto as crianças acompanhavam com atenção as disputas no gramado do Café.
E as estrelas que atraíam a atenção de Lucas, Mateus e Marcos davam demonstrações de verdadeiro amor ao esporte. No torneio, Vinicius Jacó, de 30 anos, deixou de ser vigilante, profissão que escolheu, ou pedreiro, ofício que serve para driblar o desemprego, para tornar-se o capitão do time do Jardim Santa Rita A.
É bom jogar aqui porque dá para passar um feriado agradável, declarou Jacó. Mas, ao contrário do que o próprio discurso parecia demonstrar, para ele o mais importante não é apenas competir. Entramos no campeonato para ganhar, garantiu, minutos antes de entrar em campo para enfrentar a equipe do Conjunto Novo Amparo A.
A confiança do capitão do Santa Rita A era demonstrada por outros competidores também. O que não é nada fácil, quando a disputa reúne 106 times masculinos e seis femininos.
Um dos maiores entusiastas da promoção do torneio foi o ambulante Reginaldo Luiz Domingues, de 36 anos. Somente na sexta-feira, conseguiu faturar R$ 400 com a venda de cervejas. Pena que os times que são eliminados não ficam consumindo no estádio, senão daria para vender mais, lamentou. Mesmo porque muitos preferem não beber antes dos jogos, acrescentou, demonstrando mesmo sem querer que, apesar da festa, na terra do futebol, o esporte bretão é levado a sério.


