São Paulo - O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, está em uma grande enrascada. Ele não tem como evitar que os treinos de sábado sejam abertos aos torcedores, que protestaram e tentaram invadir o gramado para agredir os jogadores. Os chefes das principais torcidas uniformizadas são sócios e são cada vez mais influentes na vida do clube, sendo recebidos constantemente pelo presidente corintiano.
No sábado, enquanto os membros da Gaviões da Fiel xingavam o time reserva que treinava contra os juniores, os titulares faziam musculação e assistiam assustados à tentativa de invasão dos torcedores. Eles apontavam para a torcida e conversavam nervosos. O coro da torcida era cruel em relação à próxima partida contra o Goiás, dia 30, no Pacaembu: ''Ou vai no amor ou no terror''.
O técnico Mano Menezes fica no meio do conflito, entre a vontade política da diretoria e os jogadores incomodados com a agressividade dos corintianos. Irritadíssimo com a situação, o treinador tomou a decisão inédita de não conversar com os torcedores.
O diretor de futebol Carlos Auricchio revela que acontecem reuniões constantes com os chefes das uniformizadas para tentar minimizar a situação. ''Eu, o Andrés e toda a diretoria vamos conversar com os torcedores. Mostrar a nossa realidade. Estamos montando o time com dificuldade. Não adianta xingar, ameaçar de morte, que não resolve. Pelo contrário: só vai deixar os nossos atletas tensos'', argumenta Auricchio.

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