A torcida londrinense transformou ontem o Estádio Vitorino Dias em um palco de festa. Diferente dos jogos menos importantes, quando o VGD recebe um público cativo, masculino, ontem havia gente de todas as raças, idades e classes sociais. E eram crianças, jovens, velhos e muitas..., mas muitas mulheres.
  Algumas, é claro, não entendem bulhufas de futebol, mas estavam lá, fiéis, acompanhando seus namorados na arquibancada do VGD pela primeira vez. Era o caso de Helen Ariadne, 19 anos, e de Priscila Francely, 25, que estavam lado a lado dando um brilho à festa. As duas garantiram que não precisaram vir ‘‘arrastadas’’ pelos seus namorados, Daniel e Alex. ‘‘Vim numa boa. É a minha primeira vez num lugar desses, mas estou achando legal’’, contou Helen. Já Priscila, que é paulista, informou que já foi a outros estádios, como o da Vila Belmiro, em Santos. ‘‘Mas aqui no VGD nunca tinha vindo’’, disse ela, que garantiu que os marmanjos da galera ‘‘não ficaram mexendo muito’’ com ela.
  A reportagem não precisou andar muito para achar outra dupla feminina. Sozinhas na geral, as irmãs Juliana e Ana Cláudia Baccarim disseram que vão com certa freqüência ao estádio, e admitiram que ‘‘sofrem muito com o Tubarão’’. ‘‘A gente vem desde pequena porque nosso pai sempre incentivou. Ele tinha costume de dar uma camisa do Londrina para toda criança que nascia na família’’, contou Juliana, que confessou ter outro time do coração, o São Paulo. ‘‘Já fui algumas vezes ao Morumbi e até vi o time ser campeão da Libertadores em 2005’’, orgulha-se.
  Com mais mulheres pelo estádio, sobrou até oportunidade para as investidas do vendedor de rosas Juarez Ferreira, 49, que vem de Ibiporã para comercializar as rosas de pano que ele mesmo confecciona. A arquibancada tinha lugar também para crianças e famílias. Sem medo de confusão no estádio, a dona de casa Juliana Prado, 30, trouxe consigo quatro meninas, todas rigorosamente trajadas de alviceleste: as filhas Adrielly, 9, e Ana Julya, 3, e as sobrinhas Gabriella, 10 e Isabela, 5.
  E havia famílias inteiras unidas pela causa do Tubarão, como a do auditor Alexandre Santos, 30, que tomou coragem de trazer pela primeira vez a uma praça esportiva a mulher Silvia, de 28, e a filha Beatriz, de 6. ‘‘Eu não curto muito futebol, não. Mas para fazer companhia pra ele, topei’’, confessou a esposa. (Jaime Kaster)

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