A concentração oficial dos corintianos da região foi no ponto de encontro da Gaviões da Fiel, no Jardim Bandeirantes, na zona oeste de Londrina. Com uma empolgação que chegava até o outro lado do mundo, os fanáticos fieis gritaram o tempo todo, celebraram o tempo todo e no final comemoraram a vitória magra, mas importante, do Corinthians diante do Al Ahly, do Egito, no primeiro jogo do Mundial de Clubes.
A "festa" alvinegra durou a manhã toda. Teve gente que adiou a entrada no trabalho, que precisaria fazer hora extra para compensar as horas de falta e que até perdeu prova no colégio. Tudo para não perder um lance da histórica partida do Timão no Japão.
E após o apito final, a alegria explodiu de vez, junto com o fogos. "É festa na favela / Alegria do povão / Chegou o grande dia dessa zica acabar / Vai pra cima Coringão". "Vamos cantar até vencer / Timão OOO... Timão OOO".
E a família que sofreu unida também comemorou unida. A costureira Cris, o pai Antônio e a sobrinha Juliana largaram tudo pelo time do coração. "Corinthians é Corinthians", resumiu Cris, que tatuou no pescoço o tradicional emblema corintiano de 1910. O trio torceu, reclamou, lamentou, vibrou e delirou com o fim do jogo. Cris tinha apostado em um 3 a 0, mas saiu satisfeita com a vitória por um tento.
Para Daiane Cristina Beraldo, técnica de enfermagem de Ibiporã, "o jogo foi perfeito". "A gente sempre está confiante, sempre luta e isso passa para o time dentro de campo. O Corinthians sabe que tem 30 milhões de loucos empurrando ele pra frente", disse. Como na família dela tem vários corintianos, todo mundo apelou para camiseta do São Jorge por vias das dúvidas. Pelo menos neste primeiro jogo, deu certo.
Com o coração na mão, mas feliz com o resultado do jogo, o estudante Alisson Thiago Soares, confessou que "é um sofredor apaixonado". "A vitória é o que importa. A confiança está sempre em alta e é, por isso, que o coração bate mais forte", completou o jovem corintiano. E olha que ele tinha um motivo a mais de preocupação. Para poder acompanhar o jogo e torcer pelo Corinthians matou aula no colégio e perdeu até prova.
Torcedores de carteirinha, os presidentes do Clube dos Corintianos de Londrina, Naym Libos, e de Ibiporã, Edson Roberto da Silva, acharam o jogo complicado, tenso, como toda e qualquer estreia em campeonatos importantes. "O jogo foi parado, mas o Corinthians pode apresentar muito mais do que apresentou neste jogo", apostou Libos. E o amigo corintiano completou: "No segundo tempo o time parou, mas em compensação teve muita raça". (Luciano Augusto/NOSSODIA)

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