As cores do Palmeiras predominam na residência do casal Maurício e Simone
As cores do Palmeiras predominam na residência do casal Maurício e Simone | Foto: Gustavo Carneiro



Uma mistura de ansiedade e esperança para os palmeirenses de todo o Brasil. Basta um empate diante da Chapecoense para o Palmeiras quebrar um jejum de 22 anos e fazer a festa pelo título brasileiro na sua casa, o Allianz Parque.
Líder em 27 das 36 rodadas disputadas, o alviverde mostrou um time equilibrado ao longo de todo o campeonato, o que torna ainda mais difícil acreditar que alguém possa tirar a conquista do Palestra Itália. A poucas horas de comemorar o nono título brasileiro do clube, os palmeirenses de Londrina e do Norte do Paraná se preparam para uma grande festa no domingo.
Tudo na casa do autônomo Maurício Heitor da Silva, 47 anos, remete ao Verdão. São dezenas de camisas, copos, fotos, posteres e adesivos. O verde ainda toma conta das paredes da residência, do toldo da varanda e até os seis cachorros da família vestem roupas palestrinas. "A única coisa que não é verde aqui é o carro. A concessionária não tinha e, por isso, tive que comprar um branco mesmo. Mas, no ano que vem estou pensando em trocar por um verde", comenta Maurício, que faz parte da diretoria da subsede da torcida organizada Mancha Alviverde, em Londrina, e tem três tatuagens alusivas ao clube.
Filho de um palmeirense, o autônomo passou a paixão para os três filhos e para a esposa Simone Gonçalves, com quem é casado há 25 anos. "Ela não gostava muito de futebol. Depois que casamos começou a assistir e hoje é mais fanática que eu. Sou doente pelo clube, por objetos e camisas, mas não sou daqueles torcedores brigões. Ela já é daquelas que briga e xinga o jogador pela televisão", comenta com bom humor.



VERDÃO AQUI
A família esteve em peso no Estádio do Café quando o Palmeiras ganhou do América Mineiro por 2 a 0, em outubro, e de acordo com Maurício, os torcedores da cidade sempre se organizam para assistir jogos do clube em São Paulo. "Quando o Palmeiras joga no interior paulista, aqui no Paraná e em Santa Catarina sempre estamos presentes", afirma.
A torcida palmeirense promete se reunir na sede da torcida organizada e seguir para a avenida Higienópolis, ponto tradicional de comemorações dos londrinenses, em caso de confirmação do título. "Por tudo que aconteceu ao longo do campeonato e pelo clima, não passa de domingo. Caso contrário, acho que vou ter um infarto", frisa Maurício. "Não quero esperar até a última rodada não. A festa tem que ser na nossa casa", aponta Simone, que marcou o amor pelo clube com quatro tatuagens nas pernas.


A ótima campanha palmeirense se baseia no forte elenco montado e também no excelente trabalho do técnico Cuca. "Ele tem uma grande parcela nesta conquista. É estrategista e sabe conversar a língua dos jogadores", ressalta Maurício.
Mesmo tendo uma grande vantagem na tabela, os palmeirenses sempre ficam com um pé atrás e não se esquecem de 2009, quando o time liderava o Brasileiro com tranquilidade e no fim caiu de produção e ficou fora até da zona de classificação para a Libertadores da América. "Ficou um trauma naquele ano e a decepção foi grande. Mas, agora será diferente", aposta Sérgio Segré, presidente da Sala Verde, grupo de amigos e torcedores do Palmeiras, em Cambé.

Imagem ilustrativa da imagem Torcida que canta e vibra
mockup