Torcida pede renúncia do presidente do Coxa
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segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Não bastasse a derrota fora de casa para o Paulista, no final de semana, que deixou o Coritiba com situação complicada na Série B, o Alviverde vive momento conturbado também nos bastidores. Ontem, Edson Fink, o ex-presidente de uma das mais tradicionais torcidas do Alviverde no passado, o Movimento Unido Coritibano (MUC), afirmou que remanescentes do grupo estão convocando os insatisfeitos com a atual situação para pedir a renúncia do presidente Giovani Gionédis.
Há uma briga interna atualmente no Coritiba porque o ex-presidente e atual membro do conselho administrativo do clube, Evangelino da Costa Neves, acusou Gionédis de falsificação de documentos na última eleição, no início do ano. O presidente do Coxa chamou Neves de ''gagá'' e deve entrar na Justiça contra o ex-dirigente.
Fink, 54 anos, integrou o MUC de 1967 a 1985, quando a torcida decidiu dar espaço a outras facções. Inconformado com a atitude de Gionédis, decidiu reativar temporariamente o MUC em protesto à atual gestão no clube. ''Nós que somos da geração passada estamos fazendo um ato de solidariedade em apoio a Evangelino e estamos pedindo a renúncia de Gionédis. Ele não pode chamar um dos grandes baluartes do clube de 'gagá'. Pedimos para que ele faça uma retratação e deixe o cargo. É mais fácil a torcida tirar o Gionédis do que ele tentar a expulsão do Evangelino'', disse ontem Fink.
O ex-presidente do MUC adiantou que cerca de 10 mil torcedores devem participar do movimento pela renúncia de Gionédis e marcou para o dia 2 de novembro um abraço simbólico em torno do Estádio Couto Pereira, em protesto contra o presidente do Coxa.
Do outro lado, Gionédis, que cedeu os supostos documentos falsificados para perícia, mantém sua postura em relação a Evangelino. ''Ele vai responder na Justiça com indenização por danos morais e por calúnia e difamação. Além disso, vou pedir a expulsão dele no Coxa. A torcida tem que ajudar, apoiando em campo, não influenciando na política do clube. Vou cumprir meu mandato de dois anos e não tem movimento que me faça voltar atrás'', defendeu-se, ontem à tarde.
Enquanto isso, já está encaminhada a perícia sobre os supostos documentos falsificados e uma assembléia no final de novembro ou início de dezembro deve julgar o impeachment de Gionédis. O próximo jogo do Coxa será na sexta-feira, contra o Vila Nova, em Goiânia.
Paraná Clube - O Tricolor junta os cacos após a inesperada derrota em casa para o Flamengo, no domingo, para pensar novamente na campanha rumo à Libertadores da América de 2007. Hoje, o grupo volta a treinar pensando no clássico com o Atlético, no próximo sábado.
O técnico Caio Júnior terá o retorno do volante Beto e do ala-esquerdo Eltinho, recuperados de contusão. Os meias Gérson e Joelson cumpriram suspensão automática na última rodada e também estão à disposição do treinador para o confronto de sábado.


