Londrina, 27 (AE) - De nada adiantaram os pedidos de Wanderley Luxemburgo para a torcida não vaiar a seleção brasileira. O técnico havia dito que o time precisava de apoio, principalmente nas horas difíceis, mas as maioria das pessoas que se dispuseram a ir ontem ao Estádio do Café não poupou a equipe na vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela. Pouco antes do gol de Lucas, era chamada de "timinho".
Na preliminar, a Colômbia era apoiada com entusiasmo desde o início do jogo, que acabou com goleada colombiana. A possibilidade de a torcida trocar de lado é encarada por Luxemburgo como uma afronta. "Seria um dos maiores absurdos do futebol. A torcida começar apoiando o time adversário".
Depois do jogo, Luxemburgo reclamava que as vaias foram injustas, já que no seu modo de ver o time estava bem. Para ele, as cobranças sobre Fábio Júnior - o mais visado - se devem ao fato de Lucas ser do Estado e a torcida paranaense gostar muito dele. "mas já pensou se eu tiver de colocar todo o jogador que a torcida quer?"
Mas não é só através das vaias que a torcida tem manifestado seu descontentamento com a seleção. No jogo de estréia, mais de 40 mil pessoas foram ao Estádio do Café. Contra o Equador, o público caiu pela metade e ontem somente 13 mil pagaram para ver o jogo. Para mostrar que a seleção estava bem e que melhorou em relação aos outros jogos, Luxemburgo citou o fato de terem acontecido muitas faltas próximas da área. "A equipe está evoluindo e perto do que a gente queria", disse. "E depois das substituições, o time engrenou mais ainda", continuou.
A preparação para o jogo contra a Colômbia começa logo mais, à tarde. Como sempre, jogadores que atuaram durante todo a partida fazem hidroginástica, enquanto os demais treinam com Luxemburgo.

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