São Paulo - Uma manhã infernal no Corinthians e, estranhamente, proporcionada pela própria diretoria. Apesar de o centro de treinamento do clube ser fechado, 15 torcedores da organizada Pavilhão Nove tiveram toda a liberdade para entrar com instrumentos e provocar os jogadores durante o treino. A preparação para o decisivo jogo contra a Portuguesa Santista, no Pacaembu, foi profundamente comprometida.
''Tem de honrar essa camisa'' e ''Raça, Timão'', gritavam e batucavam os torcedores em coro ameaçador. Oswaldo de Oliveira tinha de gritar para tentar orientar os constrangidos jogadores. Mas tudo iria ficar muito pior.
Depois do treino coletivo, os torcedores da Pavilhão Nove quiseram falar com Oswaldo de Oliveira. O técnico mandou dizer que estava de ''cabeça quente'' e não iria conversar. Os corintianos ficaram irritados e acabaram discutindo com Renato. O meia não se conteve e xingou a torcida.
Os cinco seguranças do clube não conseguiram conter os torcedores que invadiram o improvisado galpão onde estavam os jogadores. Houve empurra-empurra e discussões. Eles só se acalmaram quando o diretor Rivellino resolveu ouvi-los.
Rivellino se negou a dar a sua versão para a invasão. Rincón foi cobrar Renato por haver ofendido os torcedores. Rogério também fez questão de falar em tom conciliador com a torcida. Mas os jogadores entravam nos seus carros cabisbaixos, preocupados. À tarde, a diretoria pediu reforço policial para acompanhar o treino.
O lateral-esquerdo Athirson pode ser o primeiro reforço para o Campeonato Brasileiro. Rivellino jantou na quarta-feira com o ex-jogador Bebeto, que passou a responder pela carreira do jogador. Por enquanto o Corinthians ainda não fez nenhuma proposta mas Bebeto e Rivellino ficaram de se encontrar na próxima semana.

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