São Paulo - Inconformados com o fraco rendimento da equipe nas últimas partidas do Campeonato Brasileiro, os torcedores do Fluminense invadiram ontem a sede do clube, nas Laranjeiras, e atiraram bombas na direção dos funcionários. Cerca de 30 torcedores causaram tumultos e tiveram que ser contidos pelos seguranças do clube. Os principais alvos dos torcedores eram os jogadores mais experientes, como Petkovic, Cláudio Pitbull, Tuta e Pedrinho.
O Fluminense está há quatro partidas sem vencer e foi derrotado por 3 a 0 pela Ponte Preta no último domingo, resultado que custou o emprego do técnico Osvaldo de Oliveira. Após sua demissão, o treinador se queixou do comportamento do patrocinador da equipe, que segundo Oliveira tentava influenciar na escalação do time.
A invasão foi criticada pelos jogadores da equipe. A diretoria do clube também lamentou o tumulto de ontem.
Durante a confusão, o atacante Cláudio Pitbull tentou acalmar os torcedores. ''Conversei com eles e passei o meu desejo, a minha vontade aqui no Fluminense. Vamos responder dentro de campo'', disse.
Para Petkovic, a forma como a torcida protestou não contribui para melhorar a situação do time. ''Futebol é paixão, mas essa paixão não pode virar violência. Protestar faz parte da vida, mas não pode haver briga'', disse. O jogador aproveitou também para falar que não teve influência alguma na decisão dos dirigentes em demitir Oliveira. ''Não tenho poder de escolha. Sempre tive ótimas referências sobre o trabalho do Oswaldo e comprovei na prática. Quem contrata ou não é a diretoria. Sou pago para jogar futebol'', explicou.

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