A torcida são-paulina em Londrina fez ontem a sua festa pela conquista do Tri-Mundial. O foguetório e o buzinaço foram no tradicional ponto de comemoração da cidade, a Avenida Higienópolis. Mas durante o jogo foi difícil achar os tricolores.
Logo que começou a partida, a reportagem da Folha saiu a percorrer as ruas para procurar outros pontos de aglomeração de são-paulinos. Após rodar o Centro sem ver nenhuma tevê ligada, fomos à feira da Avenida São Paulo ver a movimentação entre os feirantes.
Encontramos alguns, mas apenas com o ouvido colado no rádio enquanto atendiam os fregueses. O batateiro Alisio Moura Toffoli, 36, lamentava não ter podido trazer o televisor de casa. ''Não tenho onde ligar aqui. O negócio é sofrer pelo rádio mesmo'', disse ele. Ao seu lado, Jean Carlos Pinto, 24, terminou seu trabalho na feira (percorre as bancas vendendo sacolas plásticas) e saiu correndo para ver ''o resto do jogo'' em casa.
Só depois de alguns minutos do fim do jogo é que os são-paulinos começaram a ''sair da toca'' e mostrar a cara. E apareceram rápido. Logo a Higienópolis foi tomada por tricolores vindos de todos os cantos da cidade que não paravam de gritar: ''Tri-campeão!...''
Em meio à moçada, o economista Antônio da Cunha, 55, disse que ficou com medo do juiz ter dado gol para o Liverpool no lance polêmico aos 45 minutos do segundo tempo. ''Ainda bem que deu impedimento. O Liverpool era aquela pimenta ardida que teríamos que engolir. E digerimos''.

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