Torcida equatoriana fica satisfeita
Quito - A fanática torcida equatoriana esbanjava confiança antes da partida. Quito, a capital do país, se pintou de amarelo, azul e vermelho para o jogo mais importante do ano para eles. Todos apostando que a altitude de 2.800 metros seria o 12º jogador equatoriano no confronto e que ela pudesse dar novamente um triunfo à Tricolor, como eles chamam a seleção local. Em 2001 e 2004, levaram a melhor: 1 a 0.
A empolgação e o entusiasmo tomou conta de todos. Os jornais mostravam manchetes otimistas, como ''Sí se puede'', ou ''La partida que se pude ganar''. Nas emissoras de televisão não se falava em outro assunto.
''Brasil é o segundo e não precisa desses pontos. Por isso, vamos vencer com um gol de Antonio Valencia'', disse o empresário Ivan Suarez, 52 anos, referindo-se ao meia-atacante que é ídolo da torcida local.
Já no Estádio Olímpico Atahualpa, os jornalistas equatorianos, todos de caras pintadas com as cores da bandeira e com camisetas da seleção, esbanjavam confiança em triunfo sobre o Brasil.
As arquibancadas estavam tomadas, mesmo com ingressos chegando a 900 dólares nas mãos de cambistas. Sim, em Quito eles também existem. O amor que este povo sente por sua seleção e, acima de tudo, por seu país, pôde ser sentido durante a execução do hino nacional. Todo o estádio encheu o peito e entoou o canto.
Os ''hinchas'' equatorianos apoiaram a seleção local o tempo todo. Mesmo quando saiu o gol brasileiro. No final, ficaram satisfeitos com o resultado. Tiveram tempo até para tietar os jogadores do Brasil nos vestiários.
Já o técnico Sixto Vizuete, não gostou nada do resultado. ''Faltou sorte em alguns momentos. Hoje (ontem) sentimos raiva por não ter vencido, mesmo atuando melhor durante os noventa minutos'', afirmou. (T.M.)





