Torcida e jogadores em guerra no Timão
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segunda-feira, 01 de outubro de 2007
Agência Estado 
São Paulo - O barril de pólvora chamado Corinthians está cada vez mais perto de explodir. Além da enxurrada de escutas envolvendo dirigentes na investigação da Polícia Federal, da possibilidade de rebaixamento no Brasileiro e da disputa política, agora a guerra atingiu jogadores e torcida. Após os protestos de domingo, o grupo assumiu: está com muito medo de represálias. Edson e Rosinei, os mais visados, chegaram a cogitar o pedido de rescisão de contrato. O lateral ganhou dois dias para pensar no que fazer, enquanto o meia desapareceu.
O contra-ataque da diretoria em relação à torcida veio imediatamente. Em reunião com o empresário de Edson, Nick Arcuri os cartolas asseguraram total segurança ao jogador para que ele possa cumprir seu contrato, até dezembro. A garantia vale para os outros jogadores.
''O Edson pediu dois dias para resolver problemas particulares e não vimos problemas em liberá-lo. Já o Rosinei não ligou para dar justificativas e, a princípio, terá o dia de trabalho descontado'', afirmou o supervisor de Futebol, João Roberto de Souza. ''Mas nada de rescisão, vamos dar total respaldo.''
Os dirigentes não estão dispostos a ficar reféns dos torcedores. No dia 16 de fevereiro de 2005, após um jogo com o Sampaio Corrêa, pela Copa do Brasil, o lateral Vinícius, o Fininho, teve de deixar o clube após se desentender com a torcida. Em fevereiro deste ano, o zagueiro Marquinhos recebeu ameaças de morte após derrota para o São Paulo e não aguentou. Pediu o boné
''O Edson garantiu que em nenhum momento mandou beijinhos para o torcedor, apenas olhou para ver quem o estava xingando. Estão querendo colocá-lo contra toda a torcida e contra o clube. Não vão conseguir.'' Arcuri ainda usou o mercado fechado para dizer que não tem lógica uma saída agora. ''Não tem um clube para onde ir, então, termina o contrato. Ele sabe dos riscos da profissão, mas o clube deu total respaldo e segurança.''
O vice-presidente de Futebol, Antoine Gebran vai conversar com o técnico Nelsinho na viagem para o Rio, amanhã, para saber qual atitude tomar com a dupla.


