O Arapongas está dando uma atenção mais do que especial ao Estádio José Chiappin (dos Pássaros). Uma área das arquibancadas receberá cobertura e 560 assentos para a implantação das cadeiras cativas. Outros lugares terão mais conforto com o aumento no número de banheiros. Essa preocupação com o torcedor tem uma justificativa. Afinal, está nas arquibancadas o principal reforço do time nesta volta à Primeira Divisão após uma lacuna de 20 anos.
  O araponguense já demonstrou seu amor pelo time na Divisão de Acesso. Dentro ou fora de casa, sempre a torcida esteve presente, apoiando e empurrando a equipe para o retorno à elite. Em 2011, essa conexão entre clube e torcida deve aumentar e fazer a diferença.
  ‘‘Espero que nossa equipe faça uma campanha boa porque temos algo que faz a diferença que é a torcida. Se tivermos um time rápido, jogando para a frente, a torcida vai ajudar como sempre ajudou’’, apostou o técnico Lio Evaristo, que renovou seu contrato com o clube após classificar a equipe para a Primeira Divisão. ‘‘Nosso torcedor é muito fiel’’, frisou o gerente de futebol do clube, Sidiclei Menezes.
  A aposta na força das arquibancadas também enche os olhos dos departamentos financeiro e de marketing do clube. A equipe espera ter uma média de seis mil torcedores por jogo em casa. Uma das estratégias é o sócio-torcedor, que deve ser lançado nos próximos dias.
Elenco
  Da equipe que foi vice-campeã da Divisão de Acesso, restaram apenas seis jogadores: os goleiros Danilo e Guilherme, o zagueiro Alex Noronha, o lateral Maycon e os atacantes Hermínio e Val. O grupo foi reforçado com jovens promessas. A média de idade é de 24 anos.
  ‘‘Esse grupo está me surpreendendo pelo lado positivo. Noso grupo era espetacular, fechado, amigo, e continuamos assim mesmo com tantas trocas’’, afirmou Evaristo.
  Entre os reforços mais experientes, estão os meias Josivalter, 31 anos, que estava há uma década no exterior, e Wellington, 28 anos, que já foi ídolo da torcida do Sport Recife. Os dois são a esperança do treinador para carregar o time no Campeonato Paranaense. ‘‘Nosso time tem um meio-campo muito técnico, com jogadores ‘canchados’. O Wellington e o Josivalter são jogadores que têm espaço em time grande. Poucas equipes no Paranaense terão dois meias como os nossos’’, elogiou Evaristo.
  A equipe administrada pelo empresário paulista Adir Leme da Silva tem uma folha de pagamentos de aproximadamente R$ 110 mil, incluindo comissão técnica, valor alto para os padrões do interior. ‘‘O Arapongas tem um projeto bom, estrutura que é difícil de achar no interior, diretoria competente, elenco de qualidade e uma torcida que dispensa comentários. Tudo isso nos faz esperar uma boa campanha’’, afirmou o zagueiro Alex Noronha, um dos remanescentes.

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