Torcida do Coritiba rebate acusações
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A batalha campal que tomou conta do Couto Pereira no último domingo, logo após o rebaixamento do Coritiba para a Série B, ainda renderá muita discussão. Enquanto os advogados do clube providenciam a defesa no STJD - que mantém a interdição do estádio por tempo indeterminado - o presidente Jair Cirino partiu para o ataque, atribuindo à Império Alviverde, maior torcida organizada do Coxa, a responsabilidade pelos atos de violência dentro e fora da praça esportiva.
Seguindo os passos de Luiz Fernando Delazzari, secretário estadual de Segurança Pública, que classificou as organizadas como ''grupos de marginais'', pedindo sua imediata extinção, Cirino atribuiu à Império a invasão de campo e as tentativas de agressão ao trio de arbitragem, policiais, atletas e dirigentes de Coritiba e Fluminense.
Em resposta, o presidente da Império, Luiz Fernando Corrêa, o Papagaio, afirma que as acusações não passam de uma forma do dirigente de desviar o foco do rebaixamento: ''Ele está tentando fugir da responsabilidade pela queda, que é só dele. E houve falhas na segurança do jogo. Na outra vez que o Coritiba caiu, a segurança estava reforçada e evitou qualquer problema deste tipo''.
Sobre a participação de integrantes da torcida organizada na invasão do gramado, que deve levar o clube a perder boa parte dos mandos de jogo na Série B do ano que vem, Papagaio conta que ''o fato de alguém usar uma camisa da Império ou assistir ao jogo junto com a organizada não significa que ele seja nosso sócio. E mesmo que seja, eu posso até expulsá-lo da torcida e impedí-lo de frequentar a nossa sede, mas não posso evitar que ele vá ao estádio''.
Apesar de afirmar que já não estava mais no Couto Pereira no momento da invasão - ''tenho um procedimento padrão de sempre entrar no estádio depois do começo do jogo e sair antes do final'' - Papagaio diz estar colaborando com a polícia no reconhecimento dos envolvidos. ''Ajudei na identificação de alguns torcedores e condeno a ação desses vândalos. Haviam 35 mil torcedores no estádio, dez mil deles da torcida organizada, e 200 invadiram o estádio. Não é por causa de alguns irresponsáveis que toda a torcida pode ser chamada de vândala'', destaca.
Sem poupar críticas à gestão de Cirino, que em sua opinião deixou de cumprir promessas de construir um novo estádio e mudar o estatuto do clube, entre outras, o dirigente da Império afirma ainda que ''quem trouxe o Coritiba de volta para a primeira divisão foi a torcida. Muitas das vitórias obtidas no Couto Pereira no último campeonato também só vieram com o apoio vindo das arquibancadas. Os próprios dirigentes do clube dizem isso. Sem a presença da organizada, sem a nossa bateria, será muito mais difícil para o Coritiba voltar a subir''.


