São Paulo - Faixas de protesto. Cânticos cobrando raça e empenho. E até conversa quente com os líderes do grupo. A crise chegou de vez ao Corinthians. Após três anos de harmonia com o time, a torcida se cansou de ver a equipe dar vexame e, após seis jogos sem vitórias no Campeonato Brasileiro, resolveu cobrar os jogadores. Ontem, cerca de 70 integrantes das principais organizadas do clube foram ao CT do Parque Ecológico do Tietê (zona leste de São Paulo) para ''colocar pavor'' em seus ídolos.
Precavido, o Corinthians solicitou reforço policial antes de os torcedores chegarem, o que evitou a invasão do local - foram seis viaturas no CT. Mesmo assim o clima foi quente. Em cinco faixas, pediram a cabeça de jogadores como Souza, Danilo, Moacir e Alessandro - este, segundo um integrante da torcida, por dar ''um migué'' diante do Vasco, fingir estar machucado e pedir para sair - e exigiram que o time vença o Guarani, neste domingo, em Campinas.
O diretor Mário Gobbi, ao lado dos zagueiros Chicão e William, o lateral-esquerdo Roberto Carlos e o volante Elias foram ''obrigados'' a receber os manifestantes. Por 27 minutos, numa sala ao lado do portão principal, ouviram poucas e boas.
''A torcida do Corinthians nasceu para reivindicar. Eles vieram cobrar mais empenho e dedicação, pois sabem que poderíamos estar em situação melhor. Tomara Deus que essa conversa seja útil e na próxima vez eles venham aqui para agradecer'', afirmou o volante Elias, garantindo não ver problemas em protestos pacíficos, sem violência. ''Quem não aguenta pressão é melhor nem vir para cá, fica em casa''.

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