São Paulo - Após afirmar que alguns jogadores do Palmeiras chegaram a ser agredidos no embarque do Recife para São Paulo, no último domingo, após a derrota por 3 a 1 para Sport, um integrante da torcida organizada Mancha Alviverde, Izidoro Loppreto Filho, voltou atrás e desmentiu a notícia ontem. Através de um fórum de um site de torcedores, Loppreto, que é dirigente da organizada, disse que recebeu a informação de uma pessoa que ''se equivocou'', e assim pediu desculpas pelo ''erro'' ao divulgar a informação.
Em contrapartida, ele reafirmou que alguns jogadores estavam bêbados no aeroporto na volta para São Paulo. ''No tocante à embriaguez dos jogadores, isso esta confirmadíssimo e com provas, pois funcionários do aeroporto e torcedores comuns afirmaram que viram jogadores do Palmeiras com latinhas de cerveja'', diz o integrante da Mancha.
Um dos acusados foi o ala-esquerdo Leandro, que não voltou para São Paulo - o time ganhou dois dias de folga. O atleta, que pegou um avião para o Rio, foi o mais criticado pelos torcedores. O atacante Luiz Henrique e o ala Paulo Sérgio, que foram tomar as dores do companheiro, acabaram xingados.
Leandro confirmou que não houve agressão, mas disse ontem que não existia possibilidade nenhuma de os palmeirenses estarem embriagados e frisou que o grupo de jogadores ficou chateado com a acusação da torcida. ''Falar que estávamos bêbados é uma situação complicada. Estou chateado, assim como o grupo ficou chateado. Eu nem bebo, nunca bebi. Não tenho nada contra quem bebe, mas fiquei chateado porque disseram que eu estava bêbado'', disse o jogador. ''Não tem como os jogadores terem bebido ao lado da diretoria, com a roupa do Palmeiras. Só faltava falar que os dirigentes estavam bebendo também'', continuou.
Na terça-feira, o gerente de futebol do Palmeiras, Toninho Cecílio, já havia desmentido as informações. ''Não houve nem sequer um atleta embriagado. Nós jamais vamos admitir isso. Se isso acontecer e nós percebermos, vamos tomar a nossa atitude'', falou o dirigente.

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