O Paraná Clube ainda respira, ‘‘com ajuda de aparelhos’’, na UTI do rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série A. O empate sem gols com o Corinthians, ontem à tarde, no Estádio Erton Coelho Queiroz, garantido pelo trio de arbitragem, que anulou incorretamente um gol legítimo de Didi, na etapa complementar da partida, foi encarado como um ‘‘mal menor’’ pela maioria dos ‘‘torcedores-sofredores’’ paranistas.
‘‘Pelo menos não tivemos que engolir mais uma derrota dentro de casa. Aí sim, seria o fim da picada. O negócio foi não deixar o Corinthians fechar a tampa do nosso caixão. Se Deus quiser vamos chegar aos 25 pontos e fugir da Segundona’’, avaliou o autônomo José Messias, 37 anos.
Mas tem muita gente que ficou na ‘‘bronca’’ com o resultado diante do ‘‘Timão’’. ‘‘Estamos nessa situação por causa dos jogadores e do técnico que é burro. Só tem lixo nesse time. Cadê a qualidade? Luto para ganhar R$ 200,00 por mês, enquanto esses pernas-de-pau recebem cinco, dez mil reais para não fazer nada’’, esbravejou o deficiente físico Vanderlei Carneiro, 28 anos.
Kraw PenasMiguel Raimundo: ‘Ainda tenho esperança’Na opinião do eletricista aposentado Miguel Olímpio Raimundo, 72 anos, o Paraná - agora somando 18 pontos ganhos em 20 jogos (cinco vitórias, três empates e 12 derrotas) - terá que fazer das tripas coração para sair do sufoco para não ser rebaixado.
‘‘Não consigo entender o que aconteceu. O time vinha bem no campeonato e de uma hora para outra decaiu. Mas ainda tenho esperança que não vamos cair para a Segunda Divisão. Tá certo que teremos pela frente o Santos e o Palmeiras fora de casa, além do Flamengo aqui em Curitiba, para tentar a reabilitação e todo mundo sabe que não será tarefa fácil passar por cima deles. Só que a esperança é a última que morre’’, confessou Raimundo, lembrando dos bons tempos do Clube Atlético Ferroviário. ‘‘É triste ver o time da gente chegar nesse ponto. Antigamente, as coisas eram feitas com mais amor. Hoje em dia, os dirigentes só pensam em fazer política e esquecem das coisas do clube.’’
O cobrador Fernando Augusto, 62 anos, acha que faltou sorte e competência ao tricolor para evitar o fracasso no Brasileirão. ‘‘A coisa está feia pro nosso lado. Tínhamos um bom elenco até o ano passado, mas a diretoria resolveu desmontar aquela base e para piorar as coisas errou na contratação dos jogadores. Trouxeram gente muita fraca para cᒒ, criticou Fernando Augusto. ‘‘Dizem que o Paraná está sem dinheiro e se for assim é impossível administrar o futebol’’, ele acrescentou.

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