São Paulo, 20 (AE) - A torcida corintiana comemorou por antecipação o título de Campeão Paulista sobre o rival Palmeiras. Antes da partida, a confiança de que o alvinegro carimbaria a faixa do atual campeão da Taça Libertadores era total. "Vai ser 4 a 0 para o timão", garantia o Vladmir Correa dos Santos. O torcedor fez uma homenagem especial ao jogador Vampeta usando uma máscara de monstro. "É para assustar o time do Palmeiras", brincava.
Era difícil encontrar algum corintiano que não acreditasse na vitória, mesmo entre aqueles que não costumam vir ao estádio. "Acho que vai dar 2 a 0 para o timão, com gols de Dinei e Edílson", apostou Daniela Zambieri. "É a segunda vez que venho ao estádio, a primeira foi na primeira partida." O torcedor José Roberto Gonçalves, que se diz "coritiano até debaixo dágua", afirma que a comemoração já estava garantida e acreditava que Edílson e Marcelinho não sairiam de campo sem marcar. "Já coloquei uma cervejas para gelar e vou comemorar com os amigos quando chegar em casa."
Apesar da comemoração ter sido difundida pelo atacante palmeirense Paulo Nunes, a fantasia mais popular entre os corintianos foi a de Mister M. Os vendedores ambulantes nas áreas próximas ao estádio também apostavam na vitória corintiana. "A chuva atrapalhou um pouco, mas tá fácil vender"
afirmou ¶ngelo Afonso Silva. "Antes da partida, o que mais saiu foi coberturas para cabeça, mas depois serão as faixas", apostava, mostrando o estoque a ser vendido no fim da partida.
Palmeiras - Enquanto os coritianos comemoravam o título antecipado, a pequena torcida do Palmeiras que foi ao Estádio do Morumbi estava mais disposta a apoiar o time e pensar apenas na conquista da Taça Libertadores. "Vai ser difícil reverter a vantagem, mas não importa: eles vão para Itaquera e nós para o Japão", afirmou o palmeirense Eloi da Silva, lembrando que o time irá disputar o Mundial de Clubes, no fim do ano, em Tóquio contra o Manchester United.
Mas nem tudo foi festa na torcida do Palmeiras. Vários torcedores reclamaram. "A polícia não nos deixou entrar no estádio com faixas de campeão da Libertadores ou a menor bandeira que seja", reclamava o palmeirense Marcelo Clemente. "O pior é que eles falam que estão fazendo isso por causa das agressões que o pessoal deles sofreu na quarta-feira", completou Luiz Fernandes. "Nem bexigas pudemos usar." De fato, a relação entre torcedores e policiais nas arquibancadas foi tensa. Os palmeirenses foram severamente vigiados e a maior preocupação era com possíveis integrantes da Mancha Verde.

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