Coincidentemente, os times que brigam para não cair no Campeonato Paranaense também estão desamparados nas arquibancadas. A média de público dos quatro clubes vem sendo pífia. A rodada passada, quando Rio Branco, Paranavaí e Cianorte jogaram em casa, comprovou o divórcio entre times e torcidas. Em Paranaguá, apenas 221 pessoas pagaram ingresso para ver o Leão da Estradinha bater o Nacional. Em Paranavaí, foram 215 pagantes na derrota do Vermelhinho para o Arapongas por 2 a 0. Já em Cianorte, 222 pessoas viram o Operário fazer 3 a 0.
Para Lourival Furquim, a diminuição sistemática de torcedores nas arquibancadas no Campeonato Paranaense é preocupante. "O futebol em Paranavaí tem que ser repensado. O torcedor se afastou de uma maneira assustadora. Fomos campeões (em 2007), mas não tivemos caixa para manter um nível alto na equipe e a torcida acabou se afastando", afirmou, lembrando que dentro de campo o abandono é sentido pelos atletas neste momento complicado. "Jogamos contra o Coritiba e não tinha ninguém no estádio. Foi a primeira vez em 20 anos de Paranavaí que vi isso. E os jogadores sentem, mas vamos ter que passar por cima de isso aí", decretou.
Já Adir Kirst, do Cianorte, aponta alguns fatores para o desinteresse do torcedor. Além da campanha ruim, o desinteresse de outras equipes pode explicar as arquibancadas vazias na visão dele. O Atlético, por exemplo, joga o torneio com sua equipe B. "Tivemos reuniões de arbitral que o Atlético e Londrina não mandaram representante. São equipes de peso que poderiam fazer algo diferente. Também tem muitos clubes que só querem o primeiro semestre por questões financeiras", apontou. "Jogar fora tá dando menos prejuízo", completou.
Na rodada de domingo, o Cianorte recebe o Atlético, Toledo e Paranavaí fazem confronto direto no Oeste e o Rio Branco pega o Operário, em Ponta Grossa. (T.M.)

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