Agência Estado
De São Paulo
Muitos torcedores brasileiros foram solidários ao piloto Rubens Barrichello. Assim que ele abandonou a prova, na 27ª volta, centenas de pessoas deixaram o autódromo de Interlagos e desistiram de acompanhar o final do Grande Prêmio e a segunda vitória do alemão Michael Schumacher.
O torcedor Nei Aquino, que vestia uma camisa da seleção brasileira, resumiu bem o sentimento do público ao sair de Interlagos antes da metade da corrida.
– A frustração foi a mesma da final da Copa do Mundo de 98.
Os funcionários do autódromo e a equipe que cuidou da segurança tiveram muito trabalho antes do tempo esperado. Todos foram obrigados a correr para os portões principais para organizar a saída dos torcedores com apenas 40 minutos decorridos de competição.
A decepção estava estampada no rosto de cada um. O casal de empresários Douglas e Adriana Freire nem quis saber quem seria o vencedor do GP do Brasil. Assim que o carro de Rubinho quebrou, os dois foram embora para procurar um novo programa, bem longe de Interlagos: um bom filme.
Para Douglas, o problema do piloto brasileiro é a falta de sorte. ‘‘O Rubinho não tem a sorte que o Senna tinha; a meteorologia estava prevendo chuva, o que era bom para ele, mas isso não aconteceu’’, lamentou. ‘‘Se fosse com o Senna, teria caído uma tempestade.’’
Embora ainda tenha a confiança dos torcedores, Rubinho perdeu de vez a chance de ser um substituto de Senna na cabeça dos torcedores. ‘‘Ele é um bom piloto e ainda vai ganhar uma corrida, mas nunca vai ser igual ao Senna’’, afirmou Márcio Esteves, gerente industrial, que foi a Interlagos com a filha Priscila, de oito anos.

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