Torcedores vêem arrojo e oportunidade de título
A vitória de Rubens Barrichello no último domingo, em Hockenheim, na Alemanha, trouxe de volta ao público brasileiro, principalmente aquele que gosta e acompanha automobilismo, uma emoção que há um bom tempo estava esquecida: o de poder vibrar com a vitória de um piloto nacional na Fórmula 1, fato que não acontecia havia sete anos. Muitos não assistiram à corrida, pois Barrichello já vinha sendo motivos de chacota. Mas quem viu a disputa no domingo de manhã não se arrependeu. Mais que isto: ficou emocionado com o desempenho do piloto da Ferrari.
Para o lotérico Nilder Salgado Júnior, 35 anos, já estava na hora do Rubinho ganhar uma corrida. Acho que domingo era o dia dele. Tudo que aconteceu lhe favoreceu. Agora, quanto a continuar vencendo e até sonhar com o título, vai depender de outros fatores, diz Nilder. Já Abelardo Vieira de Macedo, 57, advogado, o arrojo e a impetuosidade foram fundamentais para a vitória do piloto brasileiro. Se derem a ele as mesmas chances que têm o Schumacher, ele com certeza terá condições de brigar para ser o número 1 do mundo.
Emoção e choro. Assim foi a prova de domingo para o preparador físico Valentin Higino, 49 anos. Foi um dos melhores acontecimentos para nós. Me comovi com a vitória do Rubinho, assim como minha filha de apenas sete anos. Não digo que a vitória foi uma zebra e acho que este ano ele até pode ganhar de novo. Agora, a luta pelo título está acirrada. Basta ver a classificação.
Paulo Roberto Engmann, 41 anos, auxiliar-de escritório, acha que Rubinho tem condições de até brigar pelo título desde que a Ferrari o libere para isso. Só não venceu antes porque a equipe impediu, diz. O fotógrafo Daniel Procópio, 49 anos, foi incisivo. Eu acho que ele arriscou muito e só vai ganhar nestas condições. Vibrei mais com a vitória do Cristiano da Matta na Indy. Rubinho foi para o tudo ou nada e poderia parar na caixa de brita.





