Era para ser uma festa de apoio à seleção brasileira, mas se dentro de campo os jogadores de Scolari não correspondiam às expectativas, fora do estádio do Pinheirão a confusão também tomou conta do espetáculo.
Por causa do grande interesse do público, que chegou a aproximadamente 15 mil pessoas, os portões que estavam abertos não permitiam rapidez na entrada do público, que precisava trocar um quilo de alimentos não perecíveis pela entrada. Os alimentos arrecadados serão doados ao Pequeno Cotolengo, instituição que ajuda crianças com deficiência.
O clima ficou ruim quando a cavalaria da Polícia Militar chegou e muita gente, a maioria, pais acompanhados dos seus filhos, se assustou. Maiara Maísa, 11 anos, chegou a ser atingida na cabeça e foi levada para um hospital próximo.
Segundo o agente penitenciário Reinaldo Gonçalves, 49 anos, o que aconteceu foi uma falta de respeito ao torcedor. ''Quis aproveitar o tempo bom e conhecer a seleção, mas infelizmente acontece isso aqui. Por isso que as pessoas ficam com uma imagem negativa'', afirmou Gonçalves, que acredita que o incidente arranha a reputação da seleção brasileira e também da capital paranaense ''O Brasil inteiro vai acompanhar essas imagens''.
Depois de ficar quase uma hora na fila, ele desistiu de ver o time do Felipão. ''Vou pegar esses dois quilos de alimentosque eu trouxe e dar para alguém que merece. Seria melhor que a seleção continuasse a treinar no Centro de Treinamentos do Atlético, sem a torcida. Pois se não dão segurança, é melhor não promoverem nada'', desabafou.
Dentro do estádio, o espaço para abrigar os torcedores também era pequeno. Mais de 60% do espaço estava interditado devido às reformas promovidas no Pinheirão, que está sendo remodelado para tornar-se um Centro Poliesportivo. A iniciativa é uma das vedetes da atual administração do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, e é uma das possíveis razões para a realização do coletivo fora do CT do Atlético.

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