Torcedores são contagiados pela euforia de Torres
São Paulo - Carlos Alberto exagera um pouco sobre as surras do Azerbaijão. Pelo menos no retrospecto mais recente. Desde 1992, quando se filiou à Fifa e à Uefa, fez apenas um jogo, o dos 3 a 2, contra o Casaquistão. Contra o Usbequistão, levou um 5 a 1, é verdade. Mas venceu três dos cinco encontros.
É fato, porém, que houve progresso. A consequência, conta Carlos Alberto, é que os torcedores foram contagiados pela euforia. E o responsável por ela... ''Eu sou um ídolo para os caras. Nas ruas, todo mundo vem agradecer. É legal pra caramba.''
Vieram as eliminatórias para a Copa de 2006 e o Azerbaijão começou a obter bons resultados para os padrões locais, óbvio. Empatou em casa com País de Gales (1 a 1) e Irlanda (0 a 0), visitou a Áustria e levou 2 a 0, mas na última partida, em Baku, perdeu para a Inglaterra por apenas 1 a 0, resultado que Carlos Alberto considera o melhor de sua gestão. ''Para uma seleção que levada goleada de todo mundo, perder de 1 a 0 da Inglaterra, jogando de igual para igual, foi uma vitória.''
O Azerbaijão tem apenas 2 pontos no Grupo 6 e só volta a jogar pelas Eliminatórias em 26 de março de 2005, contra a Polônia. Ainda há muito por fazer. Ir à Copa da Alemanha, nem pensar a seleção é apenas a 114. no ranking da Fifa. O que não incomoda Carlos Alberto nem os dirigentes. (A.E.)





