Torcedores comprovam fidelidade ao Corinthians
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quinta-feira, 23 de dezembro de 1999
Por Valéria Zukeran 
São Paulo, 22 (AE) - O torcedor corintiano manteve a sua tradição de fidelidade ao time, independente dos sacrifícios para comparecer ao estádio. Vindos do interior ou de outros estados, grupos alvinegros chegaram no Morumbi pela manhã. Com a indefinição do horário do jogo até a tarde desta quarta-feira, muitas pessoas preferiram não correr riscos. A assessora de imprensa Ana Luiza Mikos, por exemplo, estava no Morumbi no início da tarde sem saber como passaria a noite na Capital, junto com um grupo de corintianos de Curitiba.
"Chegamos no terminal rodoviário às 6h30, quando soubemos que a partida poderia passar para às 21h40", contou. A passagem de volta, comprada antecipadamente para às 22 horas precisou ser trocada para às 18 horas de amanhã, de uma outra empresa e o grupo usou o dinheiro para das despesas para compra de novos bilhetes. "Mas o que vale é não perder o Corinthians campeão."
Ocivaldo dos Santos veio de Parintins, Amazonas, para assistir ao jogo e disputar a São Silvestre pela nona vez. "Pensei que o jogo ia ser à tarde por isso cheguei cedo", contou. Francisco da Costa veio de Limoeiro do Norte, no Ceará, para acompanhar à decisão. "Encarar os três dias de viagem até São Paulo foi menos perigoso do que vir da rodoviária do Tietê até aqui", disse o torcedor, que estava na fila da geral desde as 11 horas e entrou no estádio às 16h30.
Ao lado estava Ronaldo Araújo com o filho Lago Caiam, de 7 anos, que chegaram ao meio-dia. "Como eu previa que o horário do jogo podia mudar, trouxe dinheiro suficiente para os lanches e refrigerantes". Calmo e sem ligar para o calor, o menino só pensava em sua primeira final. "Vai ser 2 a 0", dizia confiante.
Protesto - Qualquer otimismo e bom humor da torcida corinthiana se transformava em revolta quando o assunto era o prefeito da capital, Celso Pitta. O único momento em que torcedores do Corinthians e do Atlético-MG concordaram com alguma coisa foi para falar mal do prefeito. "O que fizeram com a gente, mudar o horário do jogo em cima da hora, é uma falta de respeito - a gente merece consideração", disse o corintiano nascido em Minas Gerais.


