Torcedor goiano faz as pazes com Felipão
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Goiânia - Caso arquivado. Esse foi o desfecho do incidente entre o técnico Luiz Felipe Scolari e o torcedor Semi Peres, ocorrido no fim da tarde de quarta-feira, no saguão do hotel, local da concentração da seleção. Scolari, segundo denuncia do torcedor, o agrediu com um pontapé, em resposta à sua reivindicação pela convocação do atacante Romário para o próximo amistoso da seleção.
Ontem à tarde Semi retirou a queixa no 4º Distrito Policial, para onde o caso havia sido encaminhado. Em seguida, o torcedor, acompanhado de um advogado, foi novamente até o hotel, mas desta vez para se retratar com o treinador. Semi foi até o andar do hotel reservado para a seleção, e inicialmente conversou com o coordenador técnico, Antônio Lopes. Depois houve o encontro com Scolari.
Após fazer as pazes, o torcedor ganhou uma camisa branca da seleção, usada pela comissão técnica, com dedicatória e um autógrafo de Scolari. O treinador, porém, evitou descer até o saguão do hotel para ser fotografado ao lado do torcedor.
Sem a presença do técnico, Semi virou o astro dos fotógrafos e cinegrafistas, pousando com a camisa da seleção. Eu e o Scolari pedimos desculpas pelo fato que ocorreu. Nós dois até choramos, exagerou o torcedor, ao comentar que decidiu fazer a retratação e retirar a queixa em nome do povo de Goiás. Estavam dizendo que havia conotação política no incidente. Não foi nada disso, não. Me manifestei na hora como qualquer torcedor. Ainda continuo achando que o Romário faz falta a seleção. Essa opinião eu não mudo, disse o torcedor, que foi assessor do senador Maguito Vilela, e atualmente trabalha com o deputado federal Barbosa Neto, do PMDB, de Goiás.
Semi tinha a intenção de processar Scolari no artigo 129 do código brasileiro, alegando ter sido vítima de lesão corporal. Mas o caso começou a perder força quando ele chegou no 20º Distrito Policial. O delegado de plantão, Wilson Fernandes Avelar, registrou o incidente como vias de fato e não encaminhou a suposta vítima para fazer exame de corpo de delito, porque não havia sido constatado.


