São Paulo - A morte do corintiano Marcos Gabriel Cardoso Soares, 16 anos, reabriu a guerra entre as torcidas organizadas em São Paulo. Marcos foi espancado por torcedores palmeirenses antes do clássico de domingo, e morreu ontem de madrugada, vítima de traumatismo craniano. No enterro, membros da Gaviões da Fiel prometeram vingança.
Logo após o enterro, um dos torcedores prometeu, ameaçador. ''Agora é com a gente.'' Marisa Ribeiro Soares, uma das tias de Marcos, reclamou, em voz alta. ''Gaviões, não é para vocês irem atrás de vingança. Isso é para a justiça daqui e de Deus.'' Torcedores comentaram entre si. ''Justiça quem vai fazer é a gente.''
Marcos não fazia parte de nenhuma torcida organizada. Ia ao Morumbi com uma camiseta branca. No caminho, se encontrou com dois amigos e se juntou a um grupo de mais alguns torcedores do Corinthians. Eles desceram na estação de metrô Barra Funda, onde cruzaram com os rivais.
Como o grupo de palmeirenses era maior, a maioria dos corintianos fugiu. Marcos e outros garotos ficaram sozinhos, cercados por palmeirenses e foram espancados com chutes e pedradas.
Ao final da confusão, foi levado ao Hospital Álvaro Dino de Almeida, onde foi examinado e liberado pelos médicos. Voltou para casa, brincou com a mãe sobre a briga e dormiu. Na manhã de segunda-feira, sentiu tontura e dores de cabeça, foi levado a um pronto-socorro e depois, ao Hospital Santa Cecília, onde morreu.

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