Torcedor começa a confiar mais na seleção
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terça-feira, 27 de junho de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O futebol medroso e burocrático com cara de Carlos Alberto Parreira, apresentado mais uma vez pela seleção brasileira ontem, parece estar começando a convencer o torcedor.
''O time começou a melhorar seu futebol. Está jogando mais'', analisou a estudante Narjara Matias, de 18 anos. ''A seleção pegou embalo rumo ao hexa'', complementou a amiga Daiane Nascimento, também de 18 anos.
O pensamento das duas era predominante entre os torcedores ontem, após a vitória por 3 a 0 sobre Gana. Não que o Brasil tenha feito um partidaço, como aqueles quando os reservas estão em campo, mas pelo placar. Os 3 a 0 foram determinantes para que o torcedor pegasse a confiança que faltava no time de Parreira, Zagallo e Cia.
A alegria esbanjada ao final da partida não foi a mesma durante os primeiros 45 minutos. O gol de Ronaldo, logo no início, ajudou a aliviar a tensão, mas o futebol envolvente de Gana e a sonolência brasileira faziam o trabalho inverso. ''Está cada dia mais difícil de torcer para o time desse teimoso'', esbravejou o ajudante geral Cosme Ferreira, de 35 anos, por volta dos 30 minutos da primeira etapa. O gol irregular de Adriano, porém, fez a birra com o treinador tetracampeão diminuir.
A explosão veio com o gol de Zé Roberto, sacramentando a classificação para as quartas-de-final. ''Foi muito bom. Ganhamos e vamos seguir rumo ao hexa. Aqui é tudo na paz'', disse o autônomo Adenil de Oliveira, de 38 anos, que comandou a torcida na Lanchonete do Irmão, na Avenida Saul Elkind, na Zona Norte.
A festa democrática parou Londrina em plena tarde de terça-feira. Os pontos tradicionais de comemorações estavam tomados por uma massa verde e amarela. Tudo se misturava no meio da torcida.
Também não faltaram os arruaceiros de plantão. Um grupo de adolescentes escolheu uma forma irresponsável e vândala de comemorar. Eles atearam fogo em galhos de coqueiros e jogavam-nos em cima dos carros que passavam no cruzamento das ruas Humaitá e Montese.


