Toque feminino no reduto dos homens
Quando viram a L200 toda equipada para um rali parada na garagem de casa, as cunhadas Francine Rode e Lúcia Munhoz de Oliveira Rode, ambas de 31 anos e empresárias em Piracicaba-SP, não pensaram duas vezes e se increveram para a etapa de Taubaté (SP) da Mitsubishi Cup. O resultado foi tão bom que elas chegam empolgadas para a etapa de Londrina.
A dupla formada pela navegadora Lúcia e a piloto Francine é a única exclusivamente feminina da competição. E a culpa é de um outro piloto, Rogério Rode, que é marido de Lúcia e irmão de Francine. ''Ele foi campeão e teve que mudar de categoria. Aí, o carro ficou parado e surgiu a dupla. Hoje fundamos a Rode Race, que tem dois carros, um ônibus de apoio e uma equipe completa'', contou Francine.
Lúcia é mais experiente. Já navegou para o marido em algumas competições, mas sempre de regularidade. ''Agora, é tudo mais rápido, principalmente as decisões'', analisou.
Francine também tem o apoio do marido para correr, e olha que ele tem uma atividade totalmente diferente à dela. Marcos Mardegam, 36 anos, é peão de rodeio em cavalos e já fez até uma ponta na novela global Corpo Dourado. Ele, porém, acha muito mais fácil domar o seu animal do que os 115 cavalos da L200 da esposa. ''O meu é um só e tenho domínio total. O dela é uma tropa. Mas eu apoio bastante. Ser macho nesse meio é fácil. O duro é ser fêmea. Nesses casos, a mulher tem a delicadeza do dia-a-dia dela aliada à garra'', disse. (T.M.)





