Futebol é para rico! (2)

Olá, amigos do Esporte! Na semana passada comentei aqui um pouco sobre a proposta de elitização do futebol. Pois nesta semana foi aprovado pelo Clube dos 13 do preço mínimo de R$ 15,00 para as partidas do Brasileirão-2004. Como escrevi na coluna passada, os curitibanos já estão acostumados com esta elitização. Faz tempo que pobre não entra em nossos estádios e, se entra, é muito menos do que ele gostaria. Em Curitiba durante todo o ano que está acabando já foi cobrado o mínimo de R$ 15,00 para os jogos com mando de Atlético e Coritiba.
É bem provável que para o próximo Brasileirão os dois clubes subam o preço do ingresso para R$ 20,00 e cobrem R$ 15,00 de quem puder comprar os pacotes de ingresso para as 23 partidas que cada time fará em seu próprio estádio. Ou seja, o pacote pode custar R$ 345,00 para a próxima temporada. Neste ano, o Atlético, que já promove há algum tempo a venda de pacotes, vendeu cerca de 1,5 mil adiantados. Ou cerca de R$ 350 mil arrecadado no ano com ingressos antecipados.
A vantagem para os clubes é que as regras não mudaram e o campeonato por pontos corridos mostrou-se interessante do começo ao fim. Os torcedores podem se programar, tentar guardar um dinheiro para comprar o pacote, mas os diretores dos clubes sabem que é muito difícil vender se o preço for superior a R$ 300,00. Ainda mais se o torcedor não tiver outra vantagem além do ingresso a preço menor. Um brinde como uma camisa do clube pode ser um fator decisivo para se comprar os ingressos antecipados.
Já se diz que o aumento no preço dos ingressos é também uma imposição da TV por assinatura. Em 2003, o sistema pay-per-view (pague para ver) da televisão paga teria arrecadado R$ 43 milhões com o Brasileirão. Desse dinheiro, teria ficado com os clubes cerca de R$ 41,5 milhões e R$ 1,5 milhão com as operadoras. Para o próximo ano, a arrecadação pode passar de R$ 50 milhões, motivada, também, pelo aumento no preço dos ingressos que se aproximaria ao preço de compra do pay-per-view.
Ao pobre, resta a alternativa de torcer para que a televisão aberta transmita o jogo do seu time. Quem comemora é a turma da latinha, ou seja, os radialistas, já que o rádio voltará a ser valorizado como alternativa para acompanhar o jogo dos times dos corações dos pobres.
Quanto mais se aprimoram os meios de comunicação com o avanço da tecnologia, mais o pobre torcedor brasileiro fica à margem. Agora até o futebol, que antes reunia pobres e ricos na arquibancada, está deixando de ser democrático.
Sportion Enquanto o futebol se elitiza, um grupo de jovens empresários esforça-se para popularizar o tênis. A empresa Sportion, especializada em marketing esportivo, criou o site www.tenisparana.com.br em que divulga notícias do tênis no Estado. Além disso, faz planejamento de carreira para atletas e desenvolve marketing esportivo para as empresas. O tênis é um início, mas outros esportes serão brevemente contemplados.
Garcia Está de parabéns o LEC, que deverá confirmar Carlos Alberto Garcia como presidente nos próximos dias. Posso dizer que o nome dele foi muito bem recebido por todos os desportistas de Curitiba. O mesmo acontecendo com a indicação de Raul Plassmann para auxiliá-lo. Com todas as dificuldades que certamente encontrará, vamos torcer para que depois de cumprido o mandado de presidente, Garcia continue sendo o ''bem amado'' pela torcida de todo o Paraná.
Luiz Claudio Oliveira
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