Entre o Pan e a Olimpíada

Olá, amigos do esporte! Acabou o Pan e o Brasil ainda comemora a maior conquista de medalhas de toda a história desta competição. Terminou em quarto lugar, atrás de Estados Unidos, Cuba e Canadá. Por duas medalhinhas não ficou em terceiro. Se Maurren Maggi tivesse ido, talvez nos ajudasse a conquistar o terceiro lugar. Ou se o vôlei masculino não decepcionasse tanto. De qualquer forma, as perspectivas para o Rio-2007 podem ser boas a partir de Santo Domingo.
Por outro lado, uma excelente reportagem da Agência Estado mostrou que, apesar das nossas 122 medalhas, 28 de ouro, comparando-se índices e marcas, apenas um brasileiro subiria no pódio caso estivesse em vez do Pan, disputando uma olimpíada. Este brasileiro seria justamente o dentista guarapuavano Rodrigo Bastos, na fossa olímpica, do tiro. Isso mostra que nosso contentamento de hoje pode ser a frustração de amanhã. A alegria de Santo Domingo-2003 pode se transformar em tristeza e decepção em Atenas-2004.
Vivemos assim no esporte. Sem uma política definida, somos ciclotímicos, como diria o Mazza, companheiro de bancada aqui ao lado. Por momentos estamos eufóricos com os nossos atletas, mas não temos nenhuma garantia que as verbas serão bem empregadas, que as políticas serão definidas e as promessas cumpridas. Quando olhamos para o futuro, não vemos futuro. As raras excessões são as iniciativas próprias de alguns atletas, diretores e trabalhadores nas federações e confederações de determinados esportes.
Vejam o caso do tênis. Somos bicampeões em duplas feminina no Pan. Temos o Guga, o Saretta subindo. Mas o que existe de política pública para o esporte? Vejam o vôlei campeão e as dificuldades de se conseguir patrocínio a cada ano para se montar os times e as ligas nacionais. E o que seria do atletismo se não fosse a abnegação de alguns poucos?
Não podemos nos enganar com momentos. Precisamos mesmo construir um futuro e o futuro se constrói hoje, ou não existirá amanhã.

Colegiais - Falando em futuro do esporte, é louvável a iniciativa da Paraná Esporte, comandada por Ricardo Gomyde, com os parabéns extensivos ao governo do Estado, de ressuscitar os Jogos Colegiais do Paraná. A partir de amanhã começa a fase final dos Jogos que estiveram suspensos por cerca de cinco anos. Cerca de 11 mil atletas entre 11 e 14 anos estarão reunidos na região de Curitiba. Este é um estímulo aos futuros atletas e um exemplo de política pública a favor do Esporte.

Homenagem - O governador Roberto Requião deverá receber e homenagear os atletas paranaenses que participaram dos Jogos Pan-Americanos. A justa homenagem deverá acontecer no dia 26, próxima terça-feira. Um levantamento mostra que mais de 30% das medalhas brasileiras em Santo Domingo foram conquistadas por paranaenses.

Assembléia - Aproveitando a estada em Curitiba de vários atletas, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Paraná promove também no dia 26, uma assembléia da categoria para justamente debater leis e políticas para promover o esporte já pensando nos resultados do Pan do Rio, em 2007. Atletas do interior que quiserem participar, podem entrar em contato com o SindiAtleta pelos fones (41) 232-0608 ou 9623-4566.

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