TOQUE DE PRIMEIRA
Saindo de Fininho
Olá, amigos do esporte! Para nós, paranaenses e brasileiros que acompanham o Pan de Santo Domingo, muitos foram os destaques. Podemos apontar a menina do nado sincronizado que cumpriu sua prova brilhantemente com o pé quebrado. Pode ser o dentista-atirador de Guarapuava que retomou a carreira e já conquistou medalha. Ou ainda os homens do basquete, as meninas do handebol. Nosso Dagoberto, que colocou o futebol na final com lindos gols. As nossas equipes de ginástica que tantas medalhas trouxeram. Ou o grande destaque pode ser o velejador Robert Scheidt, nosso imbatível homem das águas, que venceu simplesmente todas as dez regatas que participou. Tantos foram os destaques, mas nas palvras do próprio Scheidt, o herói brasileiro desse Pan-Americano é o tenista Fernando Meligeni.
No último jogo de sua carreira profissional, foi ouro. E que ouro. Quem não viu o jogo perdeu um grande espetáculo. Contra o chileno Marcelo Rios, que também está se despedindo, evitou várias vezes o inferno da derrota para chegar ao céu dourado. Os que viram a partida lembram que Fininho já havia perdido o primeiro set e estava perdendo o segundo, no tie-break por 5 a 1. Bastava mais dois pontinhos para o chileno ganhar a partida. Meligeni foi buscar e venceu o tie-break levando o jogo para o terceiro set. Neste também, por várias vezes teve a derrota para ser decidida em um saque. Mas lutou até o fim, como sempre fez em toda a sua carreira.
No seu jeito descontraído, equilibrou a raquete no nariz, pulou a cerca para ir atrás de uma bola perdida, deu cambalhotas, jogou-se ao chão, vibrou muito quando conseguiu neutralizar a iminente vitória adversária. Tudo isso fez com que Rios cansasse e Meligeni então cresceu ainda mais e saiu vitorioso.
Decisão acertada a de ir ao Pan, um torneio desprezado pelos grandes tenistas, mas que para ele foi um resumo da carreira, um exemplo de superação, de dedicação e de encarar com alegria o jogo de tênis. A partida final coroou toda a história de Meligeni dentro do tênis brasileiro. Foi brilhante a saída de Fininho.
O presidente do Paraná Clube, Ênio Ribeiro, foi condenado pela Justiça Federal do Paraná por ter exercido ''gestão temerária'', enquanto ainda era diretor de Crédito Imobiliário do extinto Bamerindus. Entre os anos de 1992 e 1998 teria concedido empréstimos no valor de R$ 43 milhões, sem a devida cautela de checar garantias e com taxas de juros inferiores às do mercado. Terá que pagar multa de R$ 50 mil e terá bens apreendidos até o valor de R$ 43 milhões. Gestão temerária não chega a ser uma gestão fraudulenta pois não pôde ser provado que ele tenha feito isso para se beneficiar, mas colocou terceiros em risco, no caso o Bamerindus.
Ribeiro está mesmo em um ''inferno astral''. Sua gestão à frente do Paraná Clube termina este ano e já é grande o movimento de oposição à sua permanência. Agora, os adversários podem acusá-lo, com base na Justiça, de ser um ''gestor temerário''. Em tempo, Ribeiro ainda deve recorrer da condenação.
Luiz Claudio Oliveira
[email protected]





