TOQUE DE PRIMEIRA
Para onde vai a renda roubada?
Olá, amigos do esporte! No domingo passado, o Paraná Clube enfrentou o Corinthians na Arena da Baixada. Muitos paranistas aproveitaram a boa fase do time e foram conhecer a Arena. Ao todo, quase 20 mil pessoas estavam no jogo. A renda foi de quase R$ 220 mil, a maior sob o mando do Tricolor paranaense neste Brasileirão. O Paraná Clube pagou os R$ 50 mil de aluguel de campo ao Atlético e recolheu perto de R$ 40 mil aos cofres da Federação. O tesoureiro da FPF, Laércio Polanski, pegou o dinheiro e colocou numa pasta onde já estava um cheque de cerca de R$ 500, referente à parte da renda do jogo entre União Bandeirante e Grêmio Maringá. Com tudo isso, foi para casa, sem nenhum esquema de segurança, apenas acompanhado de outro colega.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na polícia e relatado pelo delegado e ferrenho torcedor paranista, Antônio Procopiak, Polanski foi interceptado e roubado por duas pessoas quando estava chegando em casa, de carro, na companhia do colega conhecido como Maurício. Todo o dinheiro foi levado. Funcionários da FPF, ao saberem do ocorrido, exclamaram: ''Ah, lá se vai nosso salário''.
Esta não é a primeira vez que roubam funcionários da FPF que estavam de posse de parte das rendas de jogos. Segundo lembra Valdir de Córdova Bicudo, ex-árbitro e policial civil, em 2000, quando houve uma intervenção na entidade, Darcy Piana atuou alguns meses como interventor e mandou fazer uma auditoria nas contas de Onaireves Moura daquele período. Descobriu que haviam ocorrido dois assaltos. Os roubos foram no trajeto, de apenas 200 metros, entre o Pinheirão e a sede da Federação. Nas duas vezes, o dinheiro era transportado pelo mesmo funcionário, Joelson Pissaia, que era diretor de finanças e hoje é o administrador do Pinheirão. Em nenhuma das vezes anteriores a FPF deu parte à polícia e se contentou em fazer o registro apenas interno. Desta vez, pelo menos, a direção da FPF registrou queixa na polícia.
Briga de sindicatos Parece que vai ficar feia a briga entre dois sindicatos que disputam a representação dos atletas profissionais do Paraná. O Sindicato dos Atletas Profissionais do Paraná e o Sindicato dos Jogadores Profissionais do Paraná não se entendem quanto à distribuição do dinheiro que deveria ser arrecadado pelo Direito de Arena. A Lei afirma que os atletas têm direito a 20% do que os clubes arrecadam com o Direito de Arena. Aí estaria incluída a venda dos direitos de transmissão das partidas que, no Brasileirão deste ano soma algo em torno de R$ 240 milhoes, no total negociado com as televisões. O Sindicato dos Atletas acusa o Sindicato dos Jogadores de firmar um acordo, sem procuração dos sindicalizados, baixando esta porcentagem para 5% e que ainda ficaria com parte disso (0,5%) cobrado como uma ''taxa de administração''.
Esta briga ainda vai esquentar. Em Curitiba, jogadores insatisfeitos com o trabalho do sindicato estadual formaram o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Curitiba. Alguns atletas, sem querer se expor publicamente, afirmam que estão sendo pressionados a acatar a resolução do sindicato estadual e a não se filiar a nenhuma outra entidade. A disputa já foi parar na Justiça.
Luiz Claudio Oliveira
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