Kléberson foi renegado pelo Londrina

Olá, amigos do esporte! Pouca gente sabe, mas Kléberson só não jogou no Londrina porque foi reprovado em uma peneirada (teste seletivo feito para aspirantes a jogadores). Na época o técnico que o reprovou era Dedé. Também foi reprovado no PSTC, com o treinador Canhoto. Pediu abrigo no time do Nichika, ainda em Londrina, até ser novamente requisitado pelo PSTC, graças à insistência do seu descobridor, o Ticão.
Esta e outras histórias do jogador que está se transferindo do Atlético para o Manchester vocês poderão ler em reportagem especial com o jogador a ser publicada nos próximos dias aqui nesta Folha. Mas é de se pensar o que perdem de oportunidades os dirigentes de nossos clubes. Mas os jogadores insistentes perseguem e atingem o sucesso. Cafu fez inúmeros testes até ser aprovado em um, no São Paulo. Kléberson também foi insistente e por isso merece nosso aplauso e votos de boa sorte.
O Paraná todo, principalmente a região Norte e os torcedores do Atlético, devem estar orgulhosos com o sucesso atingido por Kléberson. A ascensão pessoal e profissional deste jogador é impressionante e o esporte é uma das poucas carreiras que permitem isto. Saiu de Ibiporã para Londrina; daí para o Atlético; do Rubro-Negro para a seleção, para a conquista da Copa do Mundo, como o primeiro paranaense a disputar e vencer uma Copa. Agora, a ida para o Manchester como o primeiro brasileiro a ser contratado por este time inglês, um dos mais ricos do mundo. Tudo isso se deu em apenas seis anos. E ele tem apenas 24. O que pode acontecer nos próximos seis anos?
Debandada Temos visto e lido por estes dias sobre a debandada de alguns de nossos principais jogadores que ainda atuavam no Brasil. Foram para outros centros, nem sempre de maior expressão dentro do cenário do futebol mundial. A Turquia, a Ucrânia, a Croácia, até a China tornaram-se mercados abertos e gulosos em busca de nossos bons jogadores. Tudo porque por lá eles pagam em dólar, o que atrai muito os jogadores, mas, principalmente, os empresários de futebol.
Nos últimos anos, esta figura de empresário de futebol tem surgido no noticiário esportivo com quase a mesma frequência com que se fala dos cartolas e dos atletas. Por causa deles, o mercado do futebol tem cada vez mais rotatividade. Até os cartolas estão reclamando ou fingindo que o fazem.
É interessante como a culpa é repassada a entidades genéricas. Como agora, nesse momento de saída de jogadores, a culpa é dos empresários que influenciariam negativamente os jogadores. Ou a culpa seria do calendário, que não é compatível com o da Europa e por isso os atletas saem no meio do Brasileirão. A culpa seria do Brasil, que é um país pobre e não teria nem economia nem moeda forte.
Os cartolas vivem reclamando e reclamam de tudo, mas na hora de mudar alguma coisa, continuam votando em Caixa D'água, em Ricardo Teixeira, em Onaireves Moura etc etc. O Brasil poderia ter, independente da situação econômica do País, um futebol de primeiro mundo. Bem organizado, seria muito lucrativo e também muito atrativo. Talvez não perdêssemos tantos jogadores para o mercado da China, da Ucrânia, da Turquia ou da Croácia.

Luiz Claudio Oliveira
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