O medo dos cartolas na hora da eleição

Olá, amigos do Esporte! Volto a falar com vocês depois das férias e, infelizmente, sobre um assunto que rebaixa o futebol brasileiro ao nível das republiquetas comandadas por ditadores. O futebol brasileiro continua bom dentro de campo, mas péssimo fora dele. Poderia ser um dos mais ricos do mundo, com clubes sem dificuldades financeiras, que não precisasse vender seus craques para sobreviver. Mas que nada. Saindo do campo, vemos clubes endividados e federações e confederações ricas. Com certeza não é culpa dos jogadores, que são muito bons. Não é possível fazer os mesmos elogios para os dirigentes. Estes pensam mais em se perpetuar nos cargos, em centralizar decisões e verbas, em manipular competições e tribunais do que administrar de forma limpa, democrática e justa.
Esta quarta-feira foi mais um dia negro para o esporte brasileiro. A releição de Ricardo Teixeira para a presidência da CBF mostra que mesmo os dirigentes que se dizem renovadores e até revolucionários têm o rabo preso. Dos clubes, apenas o São Paulo e o Vitória mantiveram a dignidade e não votaram no atual presidente da CBF. Os outros, medrosos ou coniventes, submeteram-se às pressões ou regalaram-se com as benesses e disseram amém ao seu senhor ditador.
Ainda há tentativas de anulação das eleições, porque a CBF não teria cumprido a lei ao limitar o quadro eleitoral. Mas esta é uma decisão da Justiça e não esconde, pelo contrário, expõe ainda mais o vexame de nossos cartolas. É para os torcedores se perguntarem: os presidentes do Atlético, Mário Celso Petraglia, do Coritiba, Giovane Gionédis, e do Paraná Clube, Ênio Ribeiro, foram medrosos ou coniventes ao votarem em Ricardo Teixeira?
O retorno O Atlético retornou nesta quarta-feira ao Anacleto Campanela, estádio do qual saiu campeão brasileiro, em 2001. Pelos cinco desfalques, não havia ontem nenhum jogador titular que levantou a taça naquele 23 de dezembro. Aliás, havia, mas estava do outro lado, era o zagueiro Gustavo. De qualquer maneira, o jovem time atleticano média de idade de 23 anos segundo os relatos das equipes de rádio, jogou com raça e novamente honrou a camisa atleticana ao enfrentar o São Caetano.
A saída O presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, deve viajar hoje à Europa para tratar da venda do meia pentacampeão Kléberson. Segundo fontes do clube, o destino pode ser a Inglaterra, mais especificamente o Manchester United, que acaba de vender Beckham e pretende comprar Ronaldinho Gaúcho. Mas também estaria na parada o Arsenal. Petraglia confirma apenas que o destino do jogador é a Europa. O valor pode ser de cinco milhões de libras, o equivalente a quase R$ 30 milhões. Se o negócio se concretizar, parte disso vai para o PSTC, de Londrina. Na onda de especulações sobre contratações em sites europeus, outro nome atleticano começa a aparecer. É o de Ilan, artilheiro do Brasileirão e o destino também pode ser a Inglaterra. Seria o início de um ''desmanche''?

Luiz Claudio Oliveira
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