Brasileirão começa com porrada e gols

  Olá, amigos do esporte! Começou o mais longo Brasileirão de toda a história. Serão oito meses de bola rolando para todos os 24 clubes da Primeira Divisão. Serão 46 jogos até meados de dezembro o que garantirá belos gols, como já se viu na primeira rodada, pelos pés de Alex, Marcelinho Carioca, Ilan e muitos outros. Mas o que também se viu na primeira rodada foi muita violência e péssimas arbitragens. Com certeza a violência é conseqüência da má arbitragem.
  O nosso Carlão, que nunca foi bom árbitro, permitiu que o time do Criciúma, sozinho, fizesse 51 faltas contra o Fluminense, como leio nos jornais. Só o meia Carlos Alberto, promessa do Fluminense e da seleção, teria recebido 18 faltas.
  Lá em Santos, o Café se mostrou um árbitro ‘‘café com leite’’ e deixou o pau cantar. Mesmo Robinho andou abusando dos tapas e das cotoveladas e merecia ter sido expulso. Talvez estivesse apenas se protegendo, mas também foi ‘‘protegido’’ pelo juiz que deve ter problemas de visão por não ter visto o pênalti claro sobre Diego, ainda no primeiro tempo.
  Se o Café, em Santos, viu de menos, aqui em Curitiba, o paulista Anselmo da Costa viu demais. Além de proteger os jogadores do Grêmio, que não pouparam as canelas dos atleticanos, inventou um pênalti absurdo para os gaúchos quando deveria ter dado apenas um escanteio.
  A continuar assim, é de se temer pela integridade física dos nossos principais jogadores. Que os técnicos mandem ‘‘chegar junto’’ – um eufemismo para mandar bater, fazer falta – é compreensível, embora reprovável, pois defendem seus empregos. O que não pode é o árbitro permitir. Eles estão em campo justamente para proibir a violência e preservar os jogadores e o espetáculo.
  Direito de arena –Volto a comentar o direito de arena, que é o direito que os jogadores de futebol têm sobre verba de televisionamento das partidas. A Globo pagou cerca de R$ 240 milhões para transmitir os jogos com exclusividade. Do total, os jogadores teriam direito a 20%, ou R$ 48 milhões. Acontece que por acertos meio estranhos e que começam a ser contestados, os sindicatos de atletas de São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul assinaram acordo em nome dos atletas diminuindo a cota de 20% para apenas 5%. Isso reduz a verba para R$ 12 milhões.
  O Sindicato dos Atletas Profissionais do Paraná (SindAtleta), que não assinou nada e defende o repasse integral previsto em lei, denuncia que, além de pagar menos, os duvidosos sindicatos ainda descontam 10% do total e em vez de pagar mensalmente, como seria o correto, pagam apenas ao final do ano. Muitos atletas, que mudam de clube, são obrigados a entrar na Justiça para tentar reaver o dinheiro. Este seria o caso de Evair, que na passagem pelo Coritiba, não viu o pagamento do direito de arena referente à Copa Sul-Minas de 2002. O jogador teria R$ 9 mil a receber.
  Perguntas – O SindAtleta questiona a respeito do direito de arena: ‘‘Por que não apresentam o contrato deste Brasileirão 2003?; Como é feita a forma de repasse?; O que é pago de imposto de renda?; Quais os critérios de pagamento?; Por que os sindicatos pagam no final do ano se os clubes recebem mensalmente?; Por que não incluem os árbitros e técnicos já que eles fazem parte do espetáculo?’’

Luiz Claudio Oliveira
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