Olá, amigos do esporte! O final de semana promete emoções para quem gosta de futebol. Decisão do Paranaense, entre Coritiba e Atlético Paranavaí, e do Paulista, entre Corinthians e São Paulo. Lá, o timão está com uma das mãos na taça. Aqui, é o Coxa que está a um passo de conquistar o título. Os 40 mil ingressos colocados à venda pela diretoria do Coritiba estavam quase acabando ontem à noite, o que promete casa cheia e festa de cambistas no domingo, no Couto Pereira. Em campo, dois times invictos, o que assegura um campeão invicto ou, se acontecer mais um empate, campeão e vice que não conheceram o amargo sabor da derrota. Mas o que os torcedores esperam é uma partida melhor do que a primeira, em Paranavaí. Lá o jogo foi modorrento, travado, sem inspiração. Em parte, culpa do péssimo gramado do Estádio Waldemiro Wagner. Em outra parte, culpa dos técnicos, que seguraram seus times. Por fim, culpa dos jogadores que em poucos momentos mostraram interesse na decisão e desenvoltura no trato com a bola. Parece que os dois times se preocuparam mais em permanecer invictos do que em conquistar um título.
Decisão paulista O melhor jogo do ano já aconteceu. Corinthians e São Paulo, de sábado passado, foi de lavar a alma. Tirando os são-paulinos, não teve quem não gostou. O Corinthians foi um pouco melhor porque Kaká não jogou bem e Ricardinho, principalmente no segundo tempo, foi muito bem marcado. O técnico Geninho mostrou que sabe muito bem corrigir os erros de um time no intervalo. Do lado tricolor, Luís Fabiano, continuando a jogar bem e a marcar gols, pode estar logo incluído em uma lista de convocação para a seleção. Assim como o rival Gil, que parece não gostar de fazer gols fáceis, mas fez o que poderá dar o título de campeão ao Timão. No entanto, mais uma vez se provou que o futebol brasileiro é ótimo dentro de campo e péssimo fora dele. Se o jogo foi maravilhoso, a organização da Federação Paulista é horrível. Até hoje, afinal, ninguém tem certeza de quem será o campeão caso o São Paulo vença a segunda partida por 3 a 2.
Dona Erna O velho ditado que afirma que atrás de um grande homem sempre há uma grande mulher e que as feministas, acertadamente, corrigiram para ''ao lado de um grande homem sempre há uma grande mulher'' parece ter sido feito para descrever o casal Erna e Nilo Biazzetto. Ele é o capitão do time atleticano campeão de 1949 e que deu definitivamente o apelido de ''Furacão'' ao Rubro-Negro. Depois da bola, se destacou como empresário, sem nunca se desligar do Atlético, do qual é hoje presidente do Conselho. Em todas as importantes decisões de Nilo, dentro ou fora de campo, lá estava ela, dona Erna, com seu jeito doce, seu falar macio, mas decidido. Os dois, pessoas generosas, muitas vezes colocaram o social à frente do pessoal pois sempre tinham em mente o bem coletivo. Sabiam, na prática e na teoria, que um bom time, uma boa família ou uma boa sociedade não se faz apenas com o indivíduo, mas com o coletivo. O bem de um é o bem de todos. Na terça-feira passada, depois de um período longo de enfermidade, dona Erna morreu. A parceria construída com Nilo continuará sempre presente na vida do marido, dos filhos, netos, bisnetos e de todos que receberam os exemplos, ensinamentos e principalmente o carinho de dona Erna. Descanse em paz.

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