Clubes na cata das cotas do Brasileirão

  Olá, amigos do esporte! A duas semanas do início do Brasileirão, os clubes que participarão da competição nacional ainda não têm certeza de quanto receberão de cota do acordo com a televisão. Poderia ser pior, pois nos anos anteriores, nesta época, ainda não se tinha nem tabela nem certeza de quantos clubes estariam participando. Este ano está um pouco melhor, mas ainda não completamente organizado.
  O Clube dos 13, que negocia com as TVs a divisão das cotas, estabelece critérios discutíveis para a divisão da verba. Um tanto quanto subjetivamente, dividiu os clubes em quatro castas. Na primeira, os ditos mais tradicionais e com maior torcida, como Flamengo, Vasco, Corinthians, São Paulo e Palmeiras, este apesar de estar na Segunda Divisão, entre outros. Depois, uma faixa intermediária, com clubes como Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio e Internacional. Depois, os ‘‘novatos’’, na qual estão os nossos Atlético e Coritiba. Por último, os excluídos, grupo no qual está o Paraná Clube, que não pertence ao Clube dos 13 e por isso recebe uma cota ainda menor.
  Os valores ainda não estão completamente definidos, precisando de mais reuniões e acertos, mas os chamados grandes clubes defendem que eles recebam R$ 13 milhões, a segunda faixa R$ 10 milhões e a terceira, R$ 7,2 milhões. Os renegados ficariam com apenas R$ 2,5 milhões para os oito meses de competição. Ou seja, enquanto os ricos receberão cerca de R$ 1,6 milhão por mês, até dezembro, os pobres, como o Paraná Clube, ficam com cerca de R$ 300 mil para os mesmos oito meses. Atlético e Coritiba ficam com R$ 900 mil por mês até o final do ano.
  O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, propôs que se esqueça este critério subjetivo de tradição e torcida e que o repasse seja feito de acordo com a classificação dos clubes e com o número de partidas transmitidas pelas TVs aberta e por assinatura.
  Assim como na sociedade brasileira em geral, está na hora de uma melhor distribuição de renda. Se a proposta dos chamados grandes permanecer – o que é quase certo – os ricos ficarão ainda mais ricos e os pobres mais pobres. A tradição e a torcida devem ser levadas em conta, mas também os critérios técnicos. É inconcebível e inaceitável que clubes que caíram para a segunda divisão, como o Palmeiras e o Botafogo, recebam mais que os que estão na primeira. O Palmeiras, por exemplo, recebe mais que o atual campeão brasileiro, o Santos, o que é uma grande injustiça.
  Guga lá – Nas duas primeiras partidas de Guga em Indian Wells, ele mostrou que está voltando à boa forma. Ainda tem cometido muitos erros, mas sabe se recuperar. Como ele mesmo tem dito, o que precisa é de uma série de boas partidas, jogos difíceis, em que consiga se superar e vencer para ganhar confiança. Ontem, por exemplo, esteve para perder o segundo set, mas se reequilibrou, levou para o tie break e venceu a partida por 2 a 0. Ainda está nítida a sua falta de explosão muscular. Ele, que nunca foi um jogador rápido, parece estar ainda mais lento e por vezes sem força de chegar em bolas defensáveis. Talvez uma seqüência boa de vitórias corrija isso também. Tomara! Só assim ele voltará a escalar os primeiros lugares nos rankings da ATP.
Luiz Claudio Oliveira
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