Olá, amigos do esporte! Ao fim do jogo de ontem à tarde, em Bandeirantes, embalado pela vitória de virada sobre o União, por 3 a 2, o técnico Caio Júnior anunciou que o Tricolor começava a caminhada para a conquista do título de campeão paranaense. É muito otimismo ou confiança em um time que estava em crise e só não perdeu ontem graças às grandes defesas do goleiro Darci? Como escrevo à tarde, não sei dos resultados da noite, mas o grande favorito ao título continua sendo o Coritiba, que tem um time mais coeso e com melhores opções de banco que os rivais Atlético e Paraná Clube.
  Assim como o Paraná, o Atlético começou tropeçando e dando insegurança aos torcedores. Talvez a volta de Kléberson, Dagoberto e a revelação Jean encaminhem o Rubro-Negro para a trilha das vitórias. O fato é que todos terão que melhorar muito para enfrentar o Campeonato Brasileiro e basta ver a primeira rodada, anunciada ontem pela CBF na competição nacional. O Paraná Clube estréia na Vila Belmiro, enfrentando o atual campeão brasileiro de Diego e Robinho. O Coritiba faz seu primeiro jogo no Maracanã, contra o Flamengo. O Atético recebe na Arena o Grêmio, que está na Libertadores da América. Sem dúvida, é pior do que enfrentar o Cascavel, o Adap, a Portuguesinha, Malutrom e qualquer outro time do Paranaense. Quem discorda, basta dar uma comparada nas folhas salariais.
  Folha de Parreira – O técnico da seleção brasileira completou a convocação para o jogo com a China. Optou por dar uma folga nos times de São Paulo e por isso deixou de fora Kaká e Marcos. Mesmo sem eles, será interessante ver a escalação que proporá ao time porque, mesmo se os nomes dos titulares mudarem, já dará uma idéia de como pretende formar o time. No jogo, embora a China não seja uma grande potência, esse novo esquema será testado e o teste será também com os jogadores e como eles se adaptarão a este novo esquema. Parreira prefere seus times com o toque de bola paciente, sem riscos, com muita segurança no meio-de-campo e muitas vezes irritante para os torcedores. Lembram da Copa de 94?
  De olho – A investigação sobre o direito de arena dos atletas profissionais, que está sendo feita pelo Ministério Público do Trabalho em Curitiba, a cargo do sub-procurador Laercy Lino Lopes, deve transformar-se em uma ação nacional. Um procurador federal do Ministério Público do Trabalho, com sede no Rio de Janeiro, já andou fazendo contatos com colegas do Paraná e quer abrir uma sindicância nacional para saber porque os clubes não repassam aos jogadores de futebol os 20% de direito de arena dos contratos com a televisão. O repasse é de apenas 5%, quando é feito.
  Pegue-se o exemplo do campeonato paranaense, que teve os direitos de transmissão comprados pela Globo Esportes por cerca de R$ 2,2 milhões. Numa conta rápida, os jogadores teriam o direito a 20% disso, que seria R$ 440 mil. Se fosse dividido igualmente pelos cerca de 400 jogadores inscritos, daria R$ 1,1 mil para cada um. Os clubes estão pagando apenas 5%, ou R$ 110 mil, o que dá R$ 275 para cada jogador e muitas vezes nem isso é pago. Pra onde vai a diferença?
Luiz Claudio Oliveira
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