TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de janeiro de 2003
Luiz Claudio Oliveira<BR>[email protected] 
Vai começar um
paranaense minúsculo
Olá, amigos do esporte! Sábado começa mais um campeonato paranaense de futebol. A nominação vai assim mesmo, em minúsculas, já que um torneio no qual a metade dos times fará apenas oito jogos, não merece letras maiúsculas. Nem mesmo os ferrenhos defensores desta competição estadual podem estar contentes pois, afinal, tem time do interior que não vai jogar com o Atlético e com o Paraná Clube, outros não jogarão com o Coritiba. Cada time terá apenas quatro jogos em seu próprio estádio. Então, não dá mesmo para medir forças. No mais, o que falar de um campeonato em que um time de Ponta Grossa joga em Campo Mourão?
A única coisa interessante na fórmula atual é que os três primeiros colocados ganham vaga para a Copa do Brasil de 2004. Quer dizer, teoricamente, tanto os times de Curitiba quanto os do interior têm as mesmas chances de chegar a uma competição nacional importante como a Copa do Brasil. Como o campeonato é de ''tiro curto'', isto é, uma competição rápida, em que não se pode errar, qualquer tropeço pode custar a vaga.
Os times de maior poder econômico podem ter jogadores mais caros e, também na teoria, melhores, por isso levam mais chance de estar nas fases finais. Mas o futebol vem provando a cada ano que está cada vez menor a distância entre times grandes e pequenos. Basta ver o Santos do ano passado, que começou desacreditado por ter que recorrer a seus jogadores juniores, justamente aqueles que mais viriam a brilhar nas fases decisivas.
Os times do interior têm que aproveitar a oportunidade que os três da Capital estão dando, de estar se arrumando de última hora, com equipes reformuladas. Nas primeiras rodadas, as diferenças estarão ainda menores, pois os times só pegam forma depois de umas cinco partidas seguidas. Aí já estará quase acabando a primeira fase. Antes disso, são todos muito parecidos.
Se há um favorito pela movimentação da pré-temporada, este é o Coritiba, que voltou mais organizado, apesar de também ter reformulado o time. Mas manteve uma boa base e reforçou o ataque, o setor mais falho no ano passado. No entanto, não há uma excelente equipe à vista. As três de Curitiba são muito parecidas, com pontos bons e outros falhos. Vão usar o Paranaense como laboratório para o Brasileirão e, portanto, podem se descuidar em algumas rodadas. Mas não correrão o risco de ficar de fora da segunda fase e, no mata-mata, jogando em casa, dificilmente perderão para uma equipe do interior, a não ser que neste estadual apareça uma ótima surpresa.
As Sub Enquanto a seleção brasileira sub-20 brilha no Uruguai, a sub-23 decepciona no Qatar. Não é só pelo resultado, mas pela postura em campo, de demonstrar vontade de vencer e ter controle de nervos e colocar par a par a habilidade e a inteligência. Mas há diferenças de preparação. Enquanto o técnico Valinhos ficou com a sub-20 treinando por 15 dias antes de começar a competição, Ricardo Gomes encontrou pela primeira vez com seus jogadores já no aeroporto. Mas a decepção maior até agora tem sido Kaká. Pelo que tem jogado, vai perder o acento de seu nome.


