TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de janeiro de 2003
Luiz Claudio Oliveira<br>Equipe da Folha 
A volta de Parreira, o clone de Golias
Olá, amigos do Esporte! Esta é a primeira coluna de 2003, então, nada melhor que começar desejando a todos um ano novo cheio de saúde, paz, amor e dinheiro no bolso. E a primeira grande notícia futebolística deste novo ano é a volta de Carlos Alberto Parreira ao cargo de técnico da seleção brasileira de futebol. Que o clone de Ronald Golias seja bem-vindo, desde que não retome o futebol defensivista que impôs à seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 1994. São outros tempos e outros atletas. O Brasil voltou a brilhar e conquistar uma copa do mundo com um futebol alegre e jogado pra frente, com brilho e competência.
Parreira certamente evoluiu da ''era Dunga'' para cá. Em 94, a seleção jogava com dois volantes fixos, que pouco passavam do meio de campo e tinham que cobrir os laterais que avançavam. Os dois meias também pouco chegavam à área adversária. Um esquema baseado mais na segurança defensiva pois sabia que lá na frente a dupla Romário e Bebeto resolveria a questão. Não tomando gol, sabia que os baixinhos marcariam. A seleção foi campeã com um futebol convencional, de pouco brilho, mas competente na busca de seus objetivos.
A ''era Dunga'' acabou e, felizmente, a seleção brasileira voltou a mostrar um futebol que brilha, que tem fantasia e criatividade antes de tudo. Por outro lado, voltamos a sofrer com nossas defesas, com nossos zagueiros. Mas o torcedor brasileiro acredita que não há nada mais chato que um jogo zero a zero.
No comando do Corinthians, Parreira mostrou que mudou de esquema, pode jogar com meias que chegam e com três atacantes, dois deles atuando pelas pontas, fazendo duplas com os laterais. Com aqueles zagueiros do Corinthians ele pôde também aprender que pode jogar até sem defesa e que importante mesmo é o ataque, ou como diria o Conselheiro Acácio, o importante é fazer mais gols que os adversários. Como vivemos tempos de mudanças na política, esperamos que ela chegue também no futebol, na administração dos clubes e campeonatos e no comando da seleção. É tempo de acreditar, de torcer a favor. Então vamos lá, vamos acreditar até que nos provem o contrário.
Portuguesinha Li ontem, aqui na Folha, que o diretor da Portuguesa Londrinense dispensou o técnico depois de apenas quatro dias porque não teria gostado dos métodos de trabalho. O sabido diretor não explicou porque que contratou o profissional se nem conhecia o método de trabalho dele.
Gomyde O novo presidente da Paraná Esporte, Ricardo Gomyde, está cheio de boas idéias e cercado de bons profissionais. Além disso, recebe apoio dos desportistas que apostam em sua gestão à frente do Esporte paranaense. Se conseguir fazer a metade do que anunciou no seu discurso de posse, terá feito uma ótima administração.
Trazer um técnico desconhecido, como o Atlético fez, só porque é barato, é acreditar no improvável. Não que Heriberto da Cunha seja ruim. Ninguém conhece, então não dá nem para criticar. É que dificilmente a torcida dará crédito ao novo técnico caso os resultados não apareçam rapidamente. Por isso, se a diretoria acredita mesmo no trabalho de Heriberto, tem que mantê-lo a longo prazo, com qualquer resultado.
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