TOQUE DE PRIMEIRA
Será que o
tapetão é verde?
Olá, amigos do Esporte! Só em maio do ano que vem, quando todos os times estiverem em campo disputando as primeiras rodadas do Brasileirão-2003, eu vou acreditar que não vai haver virada de mesa para que Botafogo e Palmeiras sejam reconduzidos à Primeira Divisão. Por enquanto, fico na minha, torcendo para que a moralidade prevaleça, principalmente agora que o País parece ter escolhido este caminho. Mas, como já estou cansado de sofrer decepções, fico no aguardo.
O fato é que, tirando as torcidas das quatro equipes rebaixadas, todo mundo gostou do final da primeira etapa do Brasileirão. Foi até mais empolgante a briga para fugir do rebaixamento do que a pela da classificação. Os dirigentes poderiam pensar nisso e, se for para fazer alguma alteração no regulamento do ano que vem, poderiam prever que dois cairiam automaticamente para a Segunda Divisão e outros dois disputariam em uma ou duas partidas com os terceiro e quarto classificados da Série B para ver se caem ou permanecem. Os riscos de rebaixamento continuariam para quatro equipes.
A alegria também invadiu os participantes da Segundona, que agora vêem uma perspectiva de melhores verbas da TV e patrocínios para os jogos em 2003. Clubes de tradição sempre atraem público e interesses comerciais. Uma Segunda Divisão forte é importante também para a Primeira Divisão. Na soma, deixa ainda mais forte o futebol brasileiro, não só na qualidade técnica como também na força econômica. Mas não vou me empolgar muito, apenas torcer para que não haja virada de mesa.
Novos dirigentes Depois de euricos, caixas d'águas, edmundos, mustafás et caterva, parece que está havendo uma renovação nos dirigentes e na forma de se dirigir o futebol brasileiro. A eleição de Bebeto de Freitas no Botafogo é motivo de comemoração. Espero que os palmeirenses aproveitem os ventos de mudança nas próximas eleições. Até a CBF, caso se confirme Parreira como diretor técnico e Oswaldo Oliveira como técnico da seleção, estará acompanhando estes ventos da mudança, embora ainda mantenha os mesmos dirigentes por lá.
Caio ou não Caio Agora dá para contar esta piada que corria por Curitiba quando da saída do técnico Otacílio Gonçalves, do Paraná Clube: Como um time que está para cair para a Segunda Divisão contrata um técnico de nome Caio? Pois é, a piada, que poderia ser ofensiva naquela época, hoje é apenas uma piada, graças à competência demonstrada por Caio Júnior e seu auxiliar técnico Omar Feitosa. Eles assumiram com o Paraná Clube nos estertores e conseguiram manter o time na Primeira Divisão, apesar de toda a crise financeira, técnica e de credibilidade que rondava o clube. Caio foi um bom jogador, campeão pelo Grêmio, em Portugal e pelo próprio Paraná Clube, Quando pendurou as chuteiras, arriscou-se como comentarista esportivo e também foi muito bem. Agora inicia uma carreira como técnico que, sem dúvida, também vai ser vencedora.
Pé na bunda Entra ano e sai ano e o Atlético continua com sua política grosseira de dispensar jogadores e técnicos que prestaram bons trabalhos para o clube. Não é pelo fato de dispensar, mas pela maneira como é feito, sutil como um rinoceronte em loja de cristais.





