Os craques,
onde os craques?

Olá, amigos do Esporte! De todos os jogadores deste Brasileirão, qual seria eleito por grande maioria como o melhor, o craque, sem contestação? Ricardinho, o jogador mais caro do País, mereceria este título? E o colega dele, Kaká? E o nosso Kléberson, que os atleticanos afirmavam ser o melhor jogador do País depois da Copa do Mundo? E o artilheiro Rodrigo Fabri, seria ele?
O futebol está cada vez mais pasteurizado, está cada vez mais difícil de se tirar um grande destaque individual. Talvez todos tenham ido para a Europa. O jogo de equipe mata o craque? O Brasil teria sido pentacampeão se não fossem os craques? Ou o Brasil seria apenas mais uma Alemanha? Como se vê, hoje estou cheio de dúvidas e as compartilho com vocês.
Os craques seriam alguns dos jovens santistas? Nos pés de Robinho ou de Diego estariam depositadas as esperanças do nosso ludopédio na próxima Copa do Mundo? E o superconsagrado Romário ainda é a referência nacional de atacante? Cadê aquele que dribla em curtos espaços, que faz de um lenço um latifúndio? O que domina a precisão geométrica dos passes ou, quando preciso, reverte-a e faz do espaço curvo o caminho mais curto entre um pé e um gol? Cadê aquele outro que vai de encontro ao gol, no zigue-zague mais direto e reto que se tem conhecimento? E os que driblam o adversário apenas com o olhar? Eles existem mesmo e eu que não estou vendo? Ou foi tudo apenas um sonho que se acabou?
O saque de Gigio Talvez por estar há muito tempo acompanhando o esporte, por vezes me vem uma certa intuição. Prevejo uma jogada que vai resultar em gol ou um pênalti que vai explodir nas mãos do goleiro. Domingo passado isso me aconteceu quando vi Geovani entrar em quadra e marcar o 14º ponto no tie-break do Mundial de vôlei. Vi que ele iria para o saque e me veio a sensação de ace. Já o vi comemorando quando a bola ainda estava em suas mãos. Sabia que, por toda a história que ele tem no vôlei brasileiro, ele seria campeão mundial ali, naquele saque.
Bernardinho é f* Bernardinho é f* mesmo. Tem momentos que só um palavrão para definir, como o povo fazia no dia seguinte à conquista. Cada vez que vejo Bernardinho trabalhando, não posso deixar de fazer a comparação com os técnicos de futebol que se resumem às mesmices táticas, com raras exceções. Como seria bom se Bernardinho fizesse um curso para os técnicos de futebol. Se estes apreendessem 10% do que lhes seria passado, mudariam o futebol mundial. Da mesma maneira que o vôlei brasileiro é uma escola para todo o mundo.
Semana tumultuada Primeiro foi o Sérgio Manoel cobrando explicações do técnico Paulo Bonamigo depois de ter sido substituído na partida em que o Coxa perdeu para o Guarani jogando em casa. Depois foi o Jabá batendo o carro na madrugada. Por fim, na segunda-feira, o zagueiro e ídolo atleticano Gustavo briga com o técnico Gilson Nunes. Ontem, dia de mostrar trabalho, nenhum deles entrou em campo. Isso foi bom ou ruim para os times? E a culpa é dos jogadores ou dos técnicos? As dúvidas continuam.

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