Olá, amigos do Esporte! Passada a ressaca cívica, em que o País mostrou a clara intenção de mudanças, o eleitor volta-se novamente ao Esporte, pelo menos enquanto o segundo turno não esquenta. O torcedor-eleitor mostrou que sabe escolher e deu um basta à maioria dos candidatos que tentavam usar a bola para se eleger. Lembra daqueles que tentaram fazer as CPIs ligadas ao futebol terminarem em pizza.
Aqui no Paraná, por exemplo, Onaireves Moura e todos os outros ligados a ele, tomaram bomba nas urnas. Foram reprovados e não adiantou a distribuição de réplicas da Taça Fifa, nem os comícios disfarçados de jogos de futebol, como na reinauguração do Pinheirão em que diretores do Paraná Clube assumiram publicamente que apoiavam a eleição de Moura & cia. Não adiantou também inflar o Campeonato Paranaense com 16 times para apenas 13 datas.
Nacionalmente, a coisa não foi muito diferente. Os eleitores cariocas, principalmente os ligados ao Vasco, por exemplo, mostraram ser inteligentes ao preferir dar os votos a Roberto Dinamite e recusar a dá-los a Eurico Miranda. Dos 14 que formavam a chamada ''bancada da bola'', que aqui neste espaço eu preferia chamar de ''mancada da bola'', menos de 30% conseguiram reeleição. Mas não é para se ficar muito contente porque não dá para por a mão no fogo por uns e outros que os substituíram e podem se render aos ''encantos'' do comando da CBF que já chegou a alugar uma mansão em Brasília para festinhas com deputados que eram bem recepcionados por mocinhas contratadas a convencê-los sobre as boas intenções de Ricardo Teixeira e sua turma. Quem sabe se a CBF não convoca novamente essas mocinhas convincentes para fazer a cabeça dos novos eleitos?
Futebol e humor De alguns anos para cá, o futebol paranaense foi invadido por uma onda de bom humor. Em Curitiba, graças ao trabalho do humorista e cartunista Tiago Recchia com a ''impagável'' criação de ''Los Três Inimigos'', que já pulou das páginas de jornais diários para uma revista própria e para um site próprio. Garantia diária de riso sobre o desempenho dos clubes do Paraná, principalmente do Atleticon, Paranito e Corisco.
De um ano para cá, o humor invadiu também as transmissões de rádio, com a entrada em cena da Transamérica FM e o não menos impagável Tio Américo. O deboche dele contagiou toda a equipe esportiva comandada por Alexandre Zraik que, mesmo nas críticas mais pesadas não perde de vista o bom humor. O estilo consegue deixar mais leves e engraçadas, embora não menos sérias e profissionais, as narrações, reportagens e análises de um evento esportivo.
Aqui na Folha, Cláudio Osti demonstra também muito bom humor em cada coluna Na Geral. Aquela de que tudo no Londrina estava ''lindinho'', rebatendo a adoção de uma ''linha dura'' com a imprensa, foi ótima. Exemplo de humor crítico. No esporte como na vida, bom humor é fundamental.

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