Atlético põe o futuro
nas mãos do passado

Olá, amigos do Esporte! Nem sempre para o bem, nem sempre para o mal, o fato é que o cai-cai de técnicos durante uma competição é uma cultura do futebol brasileiro. O Atlético, dito e vendido como um clube de administração moderna, não foge desta regra e acaba de mandar embora Valdir Espinosa, que deixa o time na sétima posição na tabela, com o artilheiro da competição, o terceiro melhor ataque e a sexta melhor defesa. O mal dele foi não ter convencido a torcida, que começou a vaiá-lo a cada passe errado ou gol perdido dentro da Arena da Baixada. Para substituí-lo, o Atlético foi buscar uma solução que tem mais a ver com métodos passados, que estavam ficando fora de moda no ''moderno'' rubro-negro.
O clube anunciou como substituto o carioca Gilson Nunes, que teve como maior glória um vice-campeonato da Copa do Brasil, quando dirigia o Botafogo e não conseguiu vencer o Juventude junto a um Maracanã com 100 mil torcedores empurrando o time da estrela solitária. Bastava um gol, mas o Botafogo de Gilson Nunes não conseguiu. Os mais otimistas afirmam agora que o Atlético tem dois pentacampeões do mundo, já que o novo técnico trabalhou na comissão técnica da seleção brasileira como espião que trazia informações dos adversários para Felipão. Mas Nunes não chega sozinho. Traz consigo ou foi trazido pelo o supervisor Antônio Clemente. Pessoa de bom trato, interessada no futebol e de bom relacionamento com a imprensa, mas para quem a disciplina é a principal característica de um time de futebol, dentro e fora de campo. Com pensamentos como este, lembra velhos ''sargentões'', como Hélio Alves, Odivonsir Frega e outros, que fizeram nome no futebol do Paraná dos anos 80. São os chamados ''linha-dura''.
O presidente do Atlético deve saber onde seu sapato aperta para fazer essa opção de esquecer momentaneamente a administração moderna e recorrer aos métodos do passado.
Troca-troca Alguns torcedores do Londrina, quando souberam que a torcida do Atlético estava vaiando o Espinosa, propuseram a troca dele pelo Ivair Cenci. E ainda mandavam o atacante Neizinho de contra-peso.
Tênis paranaense Os tenistas paranaenses continuam em evidência. Fizeram barba e cabelo na etapa curitibana do Credicard Visa Junior's Cup. Alexandre Bonatto e Teliana Pereira, de apenas 14 anos, venceram na categoria 18 anos, enquanto Louise Vendramin e Gustavo Costa faturaram a categoria 14 anos. Todos devem participar do Master deste torneio, que reúne os principais vencedores de todas as etapas.
Pinheirão, o retorno O Pinheirão será reinaugurado hoje, em jogo do Paraná Clube, o novo arrendatário, contra o Cruzeiro, de Luxemburgo. Está totalmente reformado, com diminuição da capacidade, mais conforto, e gramado onde a bola rola e não pula mais, como promete a Federação Paranaense do Onaireves. É ver para crer.

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