A Parmalat, o Palmeiras e o Juventude

Olá, amigos do Esporte! Era uma vez dois clubes de futebol e uma grande empresa que os patrocinava. Um era de grande tradição, que um dia, pela qualidade de seus jogadores, foi chamado de ''Academia''. Outro, de tradição que mal ia além do Rio Grande do Sul. Entre os dois não poderia haver qualquer tipo de comparação sobre número de torcedores, títulos conquistados, lembrança de marca. Mas por estas proezas do destino, os dois vieram a ter a mesma grande empresa por trás deles. Primeiro, a empresa apoiou o mais forte. Depois, lançou sua proteção também sobre o menor que passou a ser quase uma filial do grande. Profissionais que tinham pouco espaço no maior, eram aceitos de braços abertos pelo menor.
O tempo passou, a grande empresa retirou seu apoio e a vida continuou, agora sem muitas ligações entre os dois clubes. Cada um foi traçando a sua história da maneira que melhor lhe convinha ou do melhor jeito que conseguia neste tumultuado e mal organizado futebol brasileiro.
O clube grande continuou contratando grandes jogadores e grandes técnicos, ou, pelo menos, técnicos e jogadores bem caros. Sem a empresa por trás, o grande clube ficou com dívidas e não soube se adaptar à nova realidade. Contratou e dispensou sem critérios definidos. Não fez um planejamento para seus próximos anos e apesar de continuar contando com bons jogadores e bons técnicos, ou, pelo menos, que ganham muito bem, encontra-se completamente perdido dentro e fora de campo.
O clube pequeno tratou de readaptar-se à sua realidade pequena e contratou técnicos e jogadores que podia pagar. Planejou seu reposicionamento nas competições e traçou seus objetivos. Com grandes jogadores e técnicos, mas que não ganham tão bem quanto aqueles do grande clube, preparou-se com antecedência para este Brasileirão. Montou um time sem estrelas, mas bem preparado e conscientizado de suas funções.
O fim desta história só acontecerá daqui a algumas semanas, mas cada vez mais fica provado que hoje, no futebol brasileiro, o pequeno não é mais tão pequeno e o grande não é mais tão grande. O primeiro passo para se descobrir o segredo do sucesso é ter isso bem claro.
Gol contra As TVs, a cada rodada, elegem o gol mais bonito do Brasileirão. No entanto, quando selecionam o lance, quase sempre iniciam já no penúltimo toque. É um insensibilidade dos editores, pois muitas vezes a jogada mais bonita é aquela que antecede o gol. Domingo passado, na Arena da Baixada, Dagoberto fez o gol atleticano, mas as TVs não mostraram a belíssima jogada do lateral Fabiano, que driblou o zagueiro várias vezes antes de dar um passe precioso para Adriano, que então cruzou para Dagoberto. É engraçado que, com todas as facilidades técnicas, a televisão, por vezes, consegue deixar o gol mais feio.
Match point Guga vence o Brasil Open. Brasil passa fácil pelo Canadá na Davis. Copa Ericson muda de nome, passa a ser Visa e ganha mais visibilidade. Curitiba está recebendo o maior torneio infanto-juvenil de todos os tempos, o Credicard Junior's Cup. É o tênis cada vez mais presente na vida dos brasileiros.

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