TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Luiz Claudio Oliveira <BR>[email protected] 
Congresso pode fazer
seu gol no ano do penta
Olá, amigos do Esporte! Deputados e senadores, assim que saírem da corrida eleitoral, podem marcar um gol a favor do futebol nacional neste ano de pentacampeonato mundial. Duas propostas tramitam pelos corredores do Poder para transformar em lei a medida provisória que pretende organizar e profissionalizar a administração dos clubes de futebol do País. O gol, que pode ser marcado é daqueles imperdíveis, que até minha mãe faria falando em mãe, um beijo, Iracy e feliz 80º aniversário. Basta analisar as duas propostas e escolher os melhores pontos de cada uma.
Uma das propostas é do deputado federal Ronaldo César Coelho (PSDB-RJ), irmão do ex-árbitro e hoje comentarista de arbitragem da Rede Globo, Arnaldo César Coelho. Outra proposta é do Ministério do Esporte e Turismo, elaborada pelo secretário-executivo José Luiz Portella. As duas tratam da transformação dos clubes em empresas, sua fiscalização, e formas de administração. Não existe uma proposta melhor, mas ela seria alcançada com uma fácil composição entre as duas.
Veja alguns exemplos: enquanto o deputado quer que apenas os clubes das séries A e B do Brasileirão sejam obrigados a virar empresa, o ministério não separa os clubes por divisão, mas sim por faturamento anual, o que é mais justo. Por outro lado, o projeto do deputado é mais democrático ao propor que qualquer cidadão pode denunciar ao Ministério Público possíveis irregularidades na administração de um clube, enquanto a proposta do ministério restringe a sócios ou cotistas o poder de denúncia.
Há questões polêmicas como a proposta do ministério de deixar de considerar o Direito de Imagem como parte dos salários dos atletas. Esta não é uma questão que se pode determinar pelo projeto de lei, mas sim pela Justiça do Trabalho que, até agora tem considerado o Direito de Imagem como parte do salário. Desvinculá-lo é tudo o que os cartolas, principalmente os maus pagadores querem. Assim, lançam na carteira de trabalho um valor mínimo como salário, que podem pagar regularmente, e o direito de imagem, que seria a grande parte, paga por fora, e que quase sempre atrasa. Como a Justiça do Trabalho determinou que não se pode separá-lo do salário, muitos jogadores têm conseguido na justiça a sua liberação dos clubes maus pagadores.
Resta ver se os parlamentares farão um gol a favor ou um contra a nova administração esportiva.
Guga é ouro Finalmente Guga venceu uma competição importante de tênis dentro do Brasil. A presença dele na Costa do Sauípe foi boa tanto para a competição quanto para ele mesmo. Ao ponto de, como sugere a tenista e técnica Gisele Miró, mudar o nome de Brasil Open para Guga Open. Na bela paisagem baiana, o tenista completou 26 anos e a extraordinária marca de 17 vitórias em 23 disputas de títulos. Aos poucos, ele vai readquirindo a confiança e o ritmo que o levaram a ser o melhor do mundo. Agora terá um fator a mais para chegar novamente ao topo do ranking: a experiência de estar lá em cima e ter caído por causa da cirurgia. O importante é que ele demonstrou na Bahia estar novamente alegre com o tênis, apesar de, em muitas vezes, ter deixado o sofrimento esculpir a expressão do rosto.


