TOQUE DE PRIMEIRA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de setembro de 2002
Luiz Claudio Oliveira <BR>[email protected] 
Tudo embolado na duas
divisões do Brasileirão
Olá, amigos do Esporte! Primeira e segunda divisões do Brasileirão, eufemisticamente chamadas de séries A e B, completaram um terço dos jogos previstos. Com a rodada de ontem, que não posso comentar aqui por causa do horário, a maioria dos times já somou nove partidas e os dois torneios estão praticamente iguais. Aqui vale um parênteses porque tudo o que será comentado na sequência está baseado nos números sem os jogos de ontem à noite, pela razão que acabei de comentar na frase anterior.
Tanto na primeira como na segunda divisão a coisa ainda está embolada e nenhum time conseguiu se descolar. Na ponta da tabela, os líderes tanto de um quanto de outra estão com 19 pontos ganhos (ou estavam, por causa dos jogos de ontem), com apenas nove pontos de diferença dos que estão na 16 posição na Primeirona e na 18 posição na Segundona, Londrina entre estes, com 10 pontos em oito jogos.
Se pegarmos a diferença do primeiro para o oitavo lugar, o último que dá direito à classificação para a próxima fase, são seis pontos na série A e sete na B. Do oitavo para o Londrina (17º) são apenas dois pontos. Na Primeirona, do oitavo, o Coritiba (13 pontos), para o Paraná Clube (17º, com 9) são quatro pontos, mas o Paraná tem uma partida a menos.
Esta disparidade de jogos entre os clubes é coisa desta esculhambada tabela que permite a diferença de até três partidas entre os times. O Paysandu, por exemplo, que está na lanterna da primeira divisão, tem apenas seis jogos, enquanto o Atlético Mineiro, segundo colocado, tem nove jogos. Tomara que isso acabe a partir do ano que vem, com um campeonato em turno e returno e decisão por pontos corridos.
Muito se falou que esse campeonato estaria equilibrado por baixo. Quem vende esta visão são as mídias de São Paulo e, principalmente, Rio de Janeiro, que não vêm mais seus times preferidos na ponta da tabela. Então é mais fácil denegrir os outros que fazer a autocrítica. O jogo Santos e Atlético Paranaense foi sensacional. Aliás, todos os jogos do Atlético têm sido bons, principalmente para a torcida rubro-negra que vê o time jogando no ataque, envolvendo os adversários com o chamado ''quadrado mágico'', formado por Kléberson, Adriano, Kléber e Alex Mineiro (ou Dagoberto).
Coritiba e Paraná Clube também têm feito bons jogos, mas ainda não mantêm a mesma constância e regularidade do rival. Se o Paraná confirmar a melhora de rendimento no ataque também nos jogos fora de casa, poderá logo estar entre os oito melhores. O Coxa tem sofrido do meio para a frente, pois Lúcio Flávio ainda não engrenou e o ataque desperdiça as poucas oportunidades criadas.
Na Série B, como escreveu o repórter Lúcio Flávio Moura depois do jogo passado do Tubarão, ''não é fácil ser torcedor do Londrina''. Quando todo mundo acha que o time vai embalar, vem uma ducha de água fria. Não quero culpar ninguém, até porque não vi as partidas, mas tem uma frase clássica dentro do futebol que afirma: time que toma muito gol no final do jogo está mal de preparo físico.


